Em relação aos antecedentes da reforma psiquiátrica no Brasil, entre 1970 e 2001, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa. ( ) O modelo manicomial, embora eficiente, passou a ser criticado por ser desumano. ( ) Verificou-se uma maciça privatização da assistência psiquiátrica. ( ) A luta antimanicomial buscava substituir o modelo comunitário pelo hospitalocêntrico.
- A)F – V – V.
Errada, porque inverte a sequência correta das afirmativas e não corresponde ao conteúdo histórico da reforma psiquiátrica.
- B)V – V – F.
Errada, porque a primeira afirmativa é falsa e a terceira também é falsa.
- C)F – V – F.
Certa, pois a primeira é falsa, a segunda é verdadeira e a terceira é falsa.
- D)V – V - V.
Errada, porque a primeira e a terceira afirmativas não são verdadeiras no contexto da reforma psiquiátrica.
Gabarito: C
Entre 1970 e 2001, a reforma psiquiátrica brasileira foi marcada pela crítica ao modelo manicomial, que concentrava o cuidado em hospitais psiquiátricos e costumava violar direitos, isolar pessoas e transformar tratamento em segregação. Então, dizer que ele era "eficiente" já começa errado: o problema central apontado pelo movimento não era a eficiência, mas a desumanidade e a lógica de exclusão. Nesse período, também houve forte privatização da assistência psiquiátrica, com expansão de leitos e serviços conveniados ao setor privado, o que reforçou o modelo centrado no hospital e no lucro, em vez de na reabilitação psicossocial. Isso ajuda a entender por que a reforma foi, ao mesmo tempo, sanitária e política. A luta antimanicomial seguia na direção oposta ao hospitalocentrismo: defendia a substituição progressiva do manicômio por uma rede comunitária de cuidados, com CAPS, serviços territoriais e atenção em liberdade. Em outras palavras, o objetivo era tirar o paciente do cárcere institucional, não trocá-lo por um modelo ainda mais fechado. Por isso, o gabarito é C: a primeira afirmativa é falsa, a segunda é verdadeira e a terceira é falsa. Esse movimento ganhou base normativa importante depois, com a Lei 10.216/2001, que redireciona o modelo assistencial em saúde mental e protege direitos da pessoa com transtorno mental.