Assinale a alternativa correta no que se refere à abordagem contemporânea do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).
- A)O nível 1 do TEA se refere aos sujeitos que demandam suporte muito substancial enquanto o nível 3 demanda suporte mínimo.
Errada, porque o nível 1 não é o de suporte muito substancial e o nível 3 não é o de suporte mínimo; a escala funciona no sentido oposto.
- B)O nível 1 se refere aos indivíduos com TEA e que não apresentam deficiência intelectual enquanto o nível 3 a aqueles com deficiência intelectual severa.
Errada, porque a classificação do TEA não é feita pela presença ou ausência de deficiência intelectual, embora ela possa estar associada ao quadro.
- C)O TEA é classificado conforme a presença ou o grau de deficiência intelectual associado.
Errada, porque o TEA não é classificado com base no grau de deficiência intelectual, e sim no nível de suporte necessário.
- D)O TEA é classificado em três níveis de gravidade, definidos conforme o nível de suporte necessário ao indivíduo.
Certa, porque a classificação contemporânea do TEA usa três níveis de gravidade definidos pelo suporte necessário ao indivíduo.
- E)O TEA é classificado em 4 níveis: leve, moderado, grave e severo, conforme a gravidade dos sintomas apresentados pelo indivíduo.
Errada, porque a classificação atual não usa quatro níveis como leve, moderado, grave e severo.
Gabarito: D
Na abordagem contemporânea, o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) deixou de ser entendido como uma lista solta de “graus” fixos e passou a ser organizado em níveis de gravidade ligados ao quanto a pessoa precisa de apoio no dia a dia. Isso vem da lógica do DSM-5 e do DSM-5-TR, que classificam o TEA em três níveis: nível 1, nível 2 e nível 3, sempre considerando o suporte necessário para comunicação social e comportamentos restritos e repetitivos. O nível 1 indica necessidade de suporte, o nível 2 necessidade de suporte substancial e o nível 3 necessidade de suporte muito substancial. Repare que não é uma escala de “inteligência”, nem uma régua para dizer quem tem ou não deficiência intelectual. Pessoas com TEA podem ou não apresentar deficiência intelectual, e isso é uma condição associada possível, mas não é o critério de classificação do transtorno. Por isso, a alternativa D está correta: ela descreve exatamente a forma contemporânea de classificação do TEA, baseada no nível de suporte necessário ao indivíduo. É um conceito muito cobrado porque a banca adora trocar “nível de suporte” por “gravidade do sintoma” ou por presença de deficiência intelectual, que são ideias diferentes. Em termos práticos, pense assim: o diagnóstico não quer apenas dizer “qual é o nome do transtorno”, mas também “de que ajuda essa pessoa precisa para funcionar melhor na rotina”. Essa mudança é bem alinhada à visão atual da saúde mental e da reabilitação psicossocial, mais focada em funcionalidade e participação do que em rótulos.