Fischer & Kakisaka (2003) relatam que o terapeuta ocupacional, ao lançar mão de estímulos sensoriais, deverá oferecer esses estímulos observando as respostas do paciente, promovendo o surgimento de uma grande variedade de respostas, sendo imperativo que o profissional fique atento para prevenir o excesso de estimulação, o que poderá prejudicar o quadro clínico do paciente. São consideradas respostas mais comuns à estimulação auditiva:
- A)Piscar, fixar, fazer seguimento visual, lacrimejar, espirrar.
Errada, porque piscar, lacrimejar e espirrar são respostas mais associadas a outros estímulos, não à estimulação auditiva.
- B)Aumento do tônus, movimentação generalizada, virar a cabeça em direção ao estímulo.
Errada, porque aumento do tônus e movimentação generalizada são respostas mais compatíveis com estímulos táteis/proprioceptivos, não auditivos.
- C)Reação generalizada após o estímulo sonoro, virar em direção ao som, localização, seguir comandos verbais.
Certa, porque descreve respostas típicas à audição: orientar-se para o som, localizar a fonte, ficar mais alerta e obedecer comandos verbais.
- D)Resposta generalizada, de localização, alerta, movimentação da área estimulada, mudança de postura em busca do estímulo.
Errada, porque mistura respostas inespecíficas de alerta e movimento com uma descrição mais ampla de estimulação sensorial, sem focar nas respostas auditivas clássicas.
Gabarito: C
Na estimulação sensorial em Terapia Ocupacional, a ideia é oferecer estímulos e observar como o paciente responde, sem exagerar na dose, porque excesso de estímulo pode desorganizar e piorar o quadro clínico. Em saúde mental e reabilitação, isso vale ainda mais: o terapeuta precisa ler se o paciente está tolerando, se está se orientando melhor ou se está ficando mais agitado. Quando o estímulo é auditivo, as respostas mais comuns costumam ser de orientação para o som e de maior organização da atenção. O paciente pode virar a cabeça em direção ao ruído, localizar a fonte sonora, ficar mais alerta e até responder a comandos verbais, que exigem recepção e processamento da informação auditiva. Por isso, a alternativa C faz sentido: ela reúne respostas típicas da estimulação auditiva, como virar em direção ao som, localizar o estímulo, ficar mais alerta e seguir comandos verbais. É exatamente o tipo de resposta que o terapeuta espera observar para saber que o estímulo foi percebido e processado. Já respostas como piscar, lacrimejar e espirrar são muito mais ligadas à estimulação visual ou reflexos de irritação, enquanto aumento de tônus e movimentação generalizada aparecem mais em respostas táteis ou proprioceptivas. Em prova, sempre vale pensar: som chama a atenção para a fonte sonora e organiza o comportamento.