Para Silva & Henrique (2021, p. 27), “a síndrome do imobilismo é conceituada com um descondicionamento ou redução da capacidade funcional de todos os sistemas do organismo, em decorrência de um período prolongado de imobilização no leito”. Portanto, o tempo de repouso prolongado poderá acarretar contraturas e limitações secundárias, dificultando, assim, a mobilidade, o autocuidado, dentre outras. Sobre as orientações do terapeuta ocupacional em relação às adaptações realizadas no quarto das pessoas restritas ao leito, assinale a afirmativa correta.
- A)A cama não pode ser muito alta, pois poderá dificultar a transferência independente, se for o caso, ou auxiliada do paciente, ao realizar as transferências da cama para a cadeira ou vice e versa.
Certa, porque a altura da cama deve favorecer transferências seguras e funcionais, evitando dificuldade no leito-cadeira e cadeira-leito.
- B)A luminosidade do quarto deverá estar adequada, com uso de lâmpadas amarelas, que proporcionam um maior conforto e sensação de tranquilidade, permitindo, assim, que o paciente tenha um sono tranquilo.
Errada, porque a iluminação deve ser adequada à segurança e ao conforto, mas a cor da lâmpada não é regra universal nem garante sono tranquilo.
- C)É permitido que o quarto tenha muitos móveis desde que eles possuam a altura adequada, com as quinas arredondadas; todos os materiais necessários para os cuidados do paciente devem ficar próximos à cama.
Errada, porque excesso de móveis prejudica a circulação e aumenta o risco de acidentes, mesmo que tenham altura adequada e quinas arredondadas.
- D)Camas ideais são as que permanecem fixas, sem regulagem no encosto, facilitando a realização das transferências do leito para a cadeira de rodas e de procedimentos específicos que realizam as trocas de decúbito.
Errada, porque a regulagem do leito ajuda no posicionamento, nas trocas de decúbito e nos cuidados, além de facilitar procedimentos e transferências.
Gabarito: A
A síndrome do imobilismo aparece quando a pessoa fica muito tempo restrita ao leito e começa a perder condicionamento físico, mobilidade, autonomia e até tolerância ao esforço. No contexto hospitalar, o terapeuta ocupacional atua prevenindo complicações e orientando adaptações ambientais para facilitar a rotina, reduzir riscos e favorecer ao máximo a independência possível. No quarto, a lógica é simples: quanto menos obstáculos e mais segurança, melhor. Isso inclui pensar na altura da cama, no acesso aos materiais, na circulação de cadeira de rodas e na possibilidade de transferências com menos esforço e menor risco de queda. Pequenos ajustes fazem muita diferença no autocuidado e nas mudanças de posição. A alternativa A está correta porque uma cama muito alta dificulta transferências, tanto quando a pessoa consegue realizá-las com ajuda quanto quando já depende de apoio maior. A altura adequada da cama favorece a passagem para a cadeira e vice-versa, além de tornar o manejo mais seguro para o paciente e para quem cuida. As demais alternativas trazem ideias sedutoras, mas erradas: nem toda luz amarela é a melhor opção, excesso de móveis atrapalha a circulação, e cama fixa sem regulagem costuma prejudicar, não facilitar, a assistência. Em terapia ocupacional hospitalar, o foco é funcionalidade com segurança, não encher o quarto de boas intenções.