A dor é o sintoma mais referido em pessoas com doenças reumáticas com o aparecimento de sintomas como fadiga; crepitação; edema; diminuição da amplitude de movimento;rigidez articular matinal; deformidades; nódulos articulares; tensão muscular; incapacidade funcional; e, distúrbios emocionais. (Camponogara e colaboradores. 2022.) No que concerne à intervenção do terapeuta ocupacional, o profissional deverá:
- A)Considerar em seu planejamento todos os aspectos da vida cotidiana, ponderando a participação social, ocupacional e cultural da pessoa.
Certa, porque propõe uma intervenção integral, centrada na vida cotidiana e na participação social, ocupacional e cultural da pessoa.
- B)Auxiliar a equipe interdisciplinar, que acompanha pessoas acometidas por doenças reumáticas, realizando o levantamento de informações sobre o local que o indivíduo reside.
Errada, porque restringe a atuação ao levantamento do local de residência, algo acessório e insuficiente para a intervenção terapêutica ocupacional.
- C)Intervir em prol da prevenção das doenças reumáticas; estimular a participação social; contribuir para que a família desempenhe as atividades de autocuidado, laborais e de lazer.
Errada, porque generaliza prevenção e apoio familiar, mas não expressa de forma completa a abordagem ocupacional voltada ao cotidiano e à participação.
- D)Compreender a realidade vivenciada pela família de pessoas com doenças reumáticas, qualificando-as na prestação da assistência; do atendimento clínico; e, do cuidado prestado.
Errada, porque desloca o foco para a família e para a assistência em geral, sem destacar o planejamento terapêutico centrado nas ocupações da pessoa.
Gabarito: A
Na atuação com pessoas com doenças reumáticas, o terapeuta ocupacional não olha só para a dor em si, mas para o impacto dela na vida real da pessoa: se ela consegue se vestir, trabalhar, estudar, cuidar da casa, descansar e participar da comunidade. A dor crônica costuma vir acompanhada de rigidez, fadiga, limitação de movimento e até sofrimento emocional, então a intervenção precisa ser bem mais ampla do que um exercício isolado. Por isso, o planejamento terapêutico deve considerar todos os aspectos da vida cotidiana, com foco na participação social, ocupacional e cultural. Em Terapia Ocupacional, isso faz todo sentido: o objetivo é favorecer desempenho, autonomia e participação com significado, e não apenas tratar sintomas de forma descontextualizada. É a famosa lógica do “como essa pessoa vive e o que ela consegue fazer no dia a dia?”. A alternativa A está correta porque traduz exatamente essa visão integral e centrada na ocupação. Já as demais opções trazem ideias parciais ou deslocadas: falar só de levantamento do domicílio, de prevenção genérica ou de qualificação da família pode até fazer parte de um cuidado mais amplo, mas não resume a intervenção do terapeuta ocupacional em doenças reumáticas. Em termos doutrinários, isso se alinha ao modelo biopsicossocial e à prática centrada na pessoa, muito usada na Terapia Ocupacional contemporânea. No contexto do SUS e da atenção à saúde, também conversa com a integralidade do cuidado, isto é, enxergar o sujeito além do diagnóstico.