Atualmente, a Tecnologia Assistiva (TA) tem como foco principal a assistência a pessoa com deficiência “permitindo a inclusão ao dispor de recursos que auxiliam a independência funcional, aprendizagem, comunicação e interação com o mundo”. Dentre os recursos de TA, citamos as próteses, que, conceitualmente, são definidas como dispositivos aplicados, substituindo um determinado segmento do corpo. (Oliveira, et al, 2019.) No que concerne ao princípio de construção, as próteses podem ser
- A)modulares ou ajustáveis.
Errada: modular ou ajustável se relaciona mais ao sistema de componentes e adaptação, não ao princípio de construção da prótese.
- B)rígidas ou convencionais.
Errada: rígidas ou convencionais não é a classificação técnica cobrada para o princípio de construção das próteses.
- C)exoesqueléticas ou endoesqueléticas.
Certa: as próteses podem ser classificadas, quanto ao princípio de construção, em exoesqueléticas ou endoesqueléticas.
- D)resistentes e duráveis, ou de estrutura rígida.
Errada: resistência, durabilidade e estrutura rígida são características gerais do material, não a classificação conceitual pedida.
Gabarito: C
Na Tecnologia Assistiva, as próteses são recursos usados para substituir total ou parcialmente um segmento do corpo, ajudando a recuperar função, autonomia e participação social. Na prática, quando a prova fala em “princípio de construção”, ela quer saber como a prótese é estruturada, isto é, qual é o tipo de esqueleto ou suporte que organiza o dispositivo. Nesse ponto, a classificação clássica divide as próteses em exoesqueléticas e endoesqueléticas. As exoesqueléticas têm a estrutura externa visível e mais rígida, funcionando como a própria carcaça de sustentação. Já as endoesqueléticas possuem um núcleo interno de componentes modulares, com revestimento estético, lembrando um “esqueleto por dentro”. Por isso, o gabarito é a letra C. Essa é a nomenclatura correta quando a banca cobra o princípio de construção das próteses. As demais alternativas trazem características que até podem aparecer em outros contextos da TA, mas não definem essa classificação específica. Em termos doutrinários, essa é uma divisão consagrada na área de próteses e órteses, muito usada em reabilitação para orientar prescrição, adaptação e manutenção do dispositivo. Ou seja: aqui a banca não está perguntando se a prótese é bonita, resistente ou ajustável, mas sim como ela é construída.