A Atenção Primária à Saúde – APS, ganhou relevância no Brasil a partir das influências de Alma-Ata sobre o nível de atenção abrangente e integral, da Reforma Sanitária e, nos anos 1990, quando o governo brasileiro constituiu o Sistema Único de Saúde – SUS, e adotou a Estratégia de Saúde da Família – ESF. (SILVA, et al. 2021, p. 2.) De acordo com os autores, desde de 1971 têm-se registros da atuação do terapeuta ocupacional na APS; porém, a atuação profissional somente foi ampliada em 2008, por meio da implantação do(a):
- A)Sistema Único de Saúde – SUS.
Errada: o SUS é a base do sistema de saúde, mas não foi a implantação específica de 2008 que ampliou a atuação do terapeuta ocupacional na APS.
- B)Unidade Básica de Saúde – UBS.
Errada: a UBS é o serviço físico da atenção básica, mas não corresponde ao marco histórico citado no enunciado.
- C)Sistema Único de Assistência Social – SUAS.
Errada: o SUAS pertence à assistência social, não é o dispositivo de 2008 ligado à ampliação da terapia ocupacional na APS.
- D)Núcleos de Apoio à Saúde da Família – NASF.
Certa: os NASF foram implantados em 2008 para apoiar a ESF e ampliar a atuação multiprofissional na APS, incluindo o terapeuta ocupacional.
Gabarito: D
A Atenção Primária à Saúde (APS) é a porta de entrada preferencial do SUS e ganhou força no Brasil com a influência da Alma-Ata, da Reforma Sanitária e da expansão da Estratégia de Saúde da Família (ESF). Nessa lógica, o cuidado passa a ser mais próximo do território, da família e da comunidade, e não só daquele modelo de atendimento isolado e centrado na doença. A atuação do terapeuta ocupacional na APS já aparecia em registros desde 1971, mas ela ficou bem mais estruturada a partir de 2008, quando o Ministério da Saúde implantou os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF). Esses núcleos vieram para dar suporte às equipes da ESF com uma atuação multiprofissional, ampliando o acesso e a resolutividade do cuidado. Na prática, o NASF abriu mais espaço para o terapeuta ocupacional trabalhar com funcionalidade, participação social, reabilitação, adaptação de atividades e cuidado no território. Ou seja, a profissão deixou de ficar só em nichos mais restritos e passou a integrar de forma mais visível a rede de atenção básica. Por isso, o gabarito é a letra D. O marco de 2008 citado no enunciado se refere justamente à implantação dos NASF, e não ao SUS em si, à UBS ou ao SUAS.