As doenças ocupacionais são definidas por Porto et al. (2004) como aquelas relacionadas com fatores causais específicos que podem ser identificados, medidos e, eventualmente, controlados no ambiente de trabalho. A seleção de instrumentos de avaliação do desempenho das atividades de vida diária e atividades instrumentais de vida diária deve ser realizada baseada em critérios como:
- A)Perfil funcional; administração nos formatos de entrevista com o cuidador da clientela; perfil funcional documentado; e, julgamento clínico do profissional.
Errada, porque mistura perfil funcional com forma de aplicação e julgamento clínico, mas não reúne critérios completos e adequados de seleção do instrumento.
- B)Autocuidado; controle dos esfíncteres; mobilidade e transferência; locomoção, comunicação; e, cognição social.
Errada, porque lista domínios de desempenho ocupacional, e não critérios para escolher instrumentos de avaliação.
- C)Documentar o perfil funcional da clientela; uso da observação direta; uso do julgamento clínico; participação ativa da clientela; e, uso do perfil funcional da clientela.
Errada, porque repete ideias ligadas à avaliação e à observação, mas não organiza os critérios de seleção de forma correta.
- D)Amplitude de movimento; comunicação; condição tissular e ambiente domiciliar.
Errada, porque apresenta aspectos clínicos e ambientais isolados, sem relação com critérios de escolha do instrumento.
- E)Perfil da clientela; objetivos da intervenção a ser ofertada; filosofia da instituição prestadora; informações já disponíveis da clientela; e, modelos de assistência.
Certa, porque considera fatores essenciais para selecionar o instrumento: perfil da clientela, objetivos da intervenção, filosofia institucional, informações disponíveis e modelo de assistência.
Gabarito: E
Na Terapia Ocupacional, escolher um instrumento de avaliação não é um ato aleatório nem uma “caça ao formulário mais bonito”. A escolha precisa combinar com o perfil da clientela, com o objetivo da intervenção, com a filosofia da instituição, com as informações já disponíveis sobre a pessoa e com o modelo de assistência adotado. Em outras palavras, o instrumento tem que fazer sentido para a realidade do serviço e para o que você quer investigar ou acompanhar. Isso é importante porque avaliar AVD e AIVD não serve só para “dar um nome ao problema”, mas para entender como a pessoa funciona no cotidiano e como o ambiente influencia esse desempenho. Por isso, a seleção do instrumento deve ser coerente com a prática clínica, com o contexto de atendimento e com a finalidade da avaliação. O gabarito é a letra E porque ela traz exatamente critérios de seleção mais amplos e coerentes com a prática profissional: perfil da clientela, objetivos da intervenção, filosofia institucional, informações já disponíveis e modelos de assistência. Esses elementos orientam a escolha de instrumentos mais úteis, válidos para aquele contexto e realmente aplicáveis no serviço. As outras alternativas misturam itens que são funções ou domínios avaliados, mas não critérios de escolha do instrumento. Em prova, essa é a clássica armadilha: trocar “o que você avalia” por “como você decide qual instrumento usar”.