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Segurança do Trabalho · VUNESP · 2025

Questão comentada de Segurança do Trabalho

O trabalhador da manutenção elétrica procurou atendimento referindo dor no ombro direito, já há algum tempo, com duração e frequência progressivas. Durante a avaliação clínica, já com uma suspeita diagnóstica, o médico executou a seguinte manobra: paciente em pé, o examinador com uma das mãos procura fixar a região da escápula, enquanto com a outra, imprime uma elevação passiva e abrupta do membro superior do trabalhador. Sobre essa manobra, pode-se afirmar, corretamente, que

Gabarito: C

Na avaliação do ombro, algumas manobras ajudam a suspeitar de síndrome do impacto subacromial, tendinites do manguito rotador e bursites. A lógica é simples: se o espaço sob o acrômio fica “apertado”, certos movimentos passam a reproduzir a dor do paciente. E, na prática, isso é bem comum em quem usa muito o membro superior acima da cabeça, como trabalhadores da manutenção elétrica. A descrição do enunciado aponta para o teste de Neer: o examinador estabiliza a escápula e promove elevação passiva do membro superior. Quando o ombro entra em flexão forçada com a escápula fixa, ocorre compressão das estruturas subacromiais. O paciente costuma sentir dor na região anterior e lateral do ombro, típica de conflito mecânico. Por isso, a alternativa correta é a que relaciona a manobra ao impacto entre a grande tuberosidade da cabeça do úmero e a porção anteroinferior do acrômio. É exatamente essa “espreitadela” anatômica que gera a dor no teste. Na medicina do trabalho, isso é muito associado a sobrecarga repetitiva e esforço com elevação dos braços. Em resumo: a manobra descrita é usada para reproduzir o pinçamento subacromial. Não é um teste de bicipital, nem um teste específico de bursas, nem de lesão isolada do supraespinal; aqui o foco é o conflito entre estruturas do espaço subacromial.

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