De acordo com a NR 12 – Segurança no Trabalho com Máquinas e Equipamentos, da Portaria SEPRT nº 916/2019, o dispositivo enquadrado como interface de segurança, que deve ter três princípios básicos de funcionamento: redundância, diversidade e autoteste, apresentado na Figura 1 abaixo, é denominado de:
- A)Batente de Segurança.
Errada, porque batente de segurança é um elemento mecânico de parada ou limite, e não uma interface eletrônica com redundância, diversidade e autoteste.
- B)Módulo Redutor de Tensão.
Errada, porque módulo redutor de tensão não é dispositivo de segurança descrito pela NR 12 com essas características funcionais.
- C)Controlador Lógico Programável de Segurança.
Certa, porque o Controlador Lógico Programável de Segurança é uma interface de segurança com redundância, diversidade e autoteste.
- D)Chave Seletora.
Errada, porque chave seletora é um comando simples de seleção de função, sem os mecanismos de segurança exigidos no enunciado.
Gabarito: C
A NR 12 trata da segurança no trabalho com máquinas e equipamentos e, quando fala de funções de segurança, exige dispositivos com confiabilidade alta, porque aqui não dá para brincar de "vai dar certo". Em sistemas de comando de segurança, a lógica precisa evitar falhas perigosas e, por isso, a norma valoriza soluções com redundância, diversidade e autoteste. O dispositivo da figura é um Controlador Lógico Programável de Segurança, também chamado de PLC de segurança. Ele é uma interface de segurança usada para processar sinais de proteção e acionar respostas seguras da máquina, como parada, bloqueio ou impedimento de partida, tudo com monitoramento interno constante. Os três princípios citados na questão ajudam a entender o motivo da resposta: redundância significa ter canais duplicados para reduzir a chance de falha; diversidade é usar caminhos ou recursos diferentes para evitar que a mesma falha afete tudo; e autoteste permite que o próprio sistema verifique se está funcionando corretamente. É exatamente esse conjunto que caracteriza o controlador de segurança. Na prática, a banca quer que você reconheça que não se trata de um simples componente mecânico, nem de uma chave manual. A pegadinha está em confundir um elemento de comando comum com um equipamento de segurança mais sofisticado, previsto para tratar risco com inteligência e monitoramento contínuo.