A Síndrome do Impacto pode constituir uma modalidade de Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho. Com relação a esta síndrome, é CORRETO afirmar:
- A)Associa-se com movimentos repetitivos de braços, elevação e abdução dos braços acima da linha de ombros e elevação de cotovelo.
Certa: a síndrome do impacto se relaciona justamente com movimentos repetitivos, elevação e abdução dos braços acima da linha dos ombros.
- B)Manifesta-se por dor contínua do ombro que melhora à noite.
Errada: a dor do ombro costuma piorar com o movimento e pode piorar à noite, não melhorar.
- C)O diagnóstico depende de achados característicos na Tomografia Computadorizada ou Ressonância do ombro.
Errada: o diagnóstico é principalmente clínico, e a imagem pode ajudar, mas não depende exclusivamente de TC ou RM com achados típicos.
- D)Ocorre entre a 2ª e a 4ª década de vida, com maior incidência no sexo masculino.
Errada: embora possa ocorrer em adultos jovens e de meia-idade, a afirmação de sexo masculino predominante não é a característica definidora cobrada aqui.
Gabarito: A
A Síndrome do Impacto do ombro é uma causa clássica de dor relacionada ao trabalho, especialmente quando a atividade exige braço elevado, repetição e esforço acima da linha dos ombros. Em termos simples, ocorre um “atrito” ou compressão de estruturas do ombro, sobretudo tendões do manguito rotador e a bursa subacromial, durante certos movimentos. Por isso, ela aparece muito em ocupações com elevação frequente dos braços, abdução e rotação repetida do ombro. O ponto central da questão está na associação com movimentos repetitivos de braços e com elevação e abdução acima da linha dos ombros, exatamente como descreve a alternativa A. Esse é o padrão típico do adoecimento ocupacional: o ombro sofre microtraumas repetidos, e a dor vai surgindo aos poucos, geralmente com piora em movimentos específicos e em atividades de alcance. As demais alternativas tentam confundir com características clínicas incompletas ou até invertidas. Em geral, a dor da síndrome do impacto não melhora à noite; costuma piorar com o uso do membro e pode até incomodar no repouso. O diagnóstico é essencialmente clínico, apoiado por exame físico e, quando necessário, exames de imagem para avaliar lesões associadas, mas não depende obrigatoriamente de tomografia ou ressonância com achados “fechados”. Para concurso, guarde a lógica: trabalho com braço elevado e repetição cobra o preço no ombro. A FUMARC gosta de cobrar esse vínculo entre biomecânica do trabalho e quadro clínico típico, então, se aparecer ombro + repetição + elevação acima do ombro, acenda o alerta.