A segurança em serviços elétricos depende tanto da utilização de equipamentos de proteção individual (EPI) quanto de práticas adequadas de higiene pessoal. As alternativas a seguir apresentam algumas dessas práticas, exceto:
- A)Utilizar uniformes de tecido sintético que propiciem maior conforto térmico.
Errada: uniforme sintético não é a escolha adequada em serviço elétrico, pois pode aumentar riscos em caso de arco elétrico e acumular carga estática.
- B)Higienizar as mãos frequentemente, ainda que sujas de substâncias oleosas, antes de usar EPIs.
Certa: a higiene das mãos faz parte das boas práticas antes do uso de EPIs e ajuda a evitar contaminação e perda de eficácia dos equipamentos.
- C)Evitar o uso de adornos metálicos, como anéis ou pulseiras, ao trabalhar próximo a circuitos energizados.
Certa: adornos metálicos devem ser evitados porque aumentam o risco de condução elétrica e de acidentes próximos a circuitos energizados.
- D)Prender cabelos longos para evitar interferências durante a manipulação de equipamentos e ferramentas.
Certa: prender cabelos longos reduz interferências e riscos de enroscamento ou contato acidental com partes energizadas e ferramentas.
- E)Utilizar apenas calçados sem componentes metálicos e costuras no cabedal (região próxima aos dedos), além de solado que garanta isolamento elétrico.
Certa: calçados sem componentes metálicos e com solado isolante são adequados para reduzir o risco elétrico em serviços dessa natureza.
Gabarito: A
Em serviços com eletricidade, o EPI é só metade da história: a outra metade é comportamento seguro e higiene pessoal. A NR 6 trata do uso e conservação dos EPIs, e, na prática, para trabalho elétrico, isso vem acompanhado de cuidados como não usar adornos metálicos, manter cabelos presos e manter as mãos limpas e secas antes de manusear os equipamentos. Parece detalhe, mas em eletricidade detalhe vira susto rapidinho. A alternativa errada é a que fala em uniforme de tecido sintético com maior conforto térmico. Em atividade elétrica, o tecido sintético é justamente um problema, porque pode favorecer acúmulo de carga estática e ainda piorar lesões em caso de arco elétrico, já que tende a fundir e aderir à pele. A lógica de segurança é a oposta: prefere-se vestimenta adequada, com menor risco de agravamento em caso de acidente. As demais alternativas estão alinhadas com boas práticas de segurança: higienizar as mãos, evitar adornos metálicos, prender cabelos longos e usar calçados sem partes metálicas ajudam a reduzir o risco de choque, curto-circuito e interferência durante o trabalho. Em prova, a banca costuma misturar higiene pessoal com prevenção de acidentes para ver se voce percebe que pequenas condutas também fazem parte da proteção. Na vida real, eletricidade não perdoa improviso. Então, quando aparecer algo que glorifica material sintético ou elemento metálico perto de circuito energizado, acenda a luz amarela: a regra geral é reduzir condutividade, inflamabilidade e interferências.