Um engenheiro de segurança do trabalho está avaliando os riscos de exposição a dois solventes industriais, A e B, usados em uma fábrica. As DL50 desses solventes por inalação em seres humanos foram estimadas em: • solvente A: 400 mg/m3; • solvente B: 500 mg/m3. Durante uma jornada de trabalho de 8 horas, um operador está exposto a uma mistura contendo 100 mg/m3 de A e 300 mg/m3 de B. Considerando que os efeitos tóxicos dessas substâncias são aditivos, o percentual da DL50 atingido ao final do expediente é:
- A)85%;
Correta, porque 100/400 = 25% e 300/500 = 60%, e a soma dos efeitos aditivos resulta em 85%.
- B)75%;
Errada, porque esse percentual não corresponde à soma das frações de toxicidade dos dois solventes.
- C)50%;
Errada, porque ignora a contribuição conjunta dos dois agentes e subestima a exposição total.
- D)42%;
Errada, porque não reflete a conta aditiva pedida no enunciado e fica abaixo do valor real.
- E)25%
Errada, porque considera apenas uma parcela muito pequena da mistura e desconsidera a adição dos efeitos tóxicos.
Gabarito: A
Quando a questão fala em efeitos tóxicos aditivos, a ideia é simples: você soma a fração da dose letal que cada solvente representa, em vez de olhar cada um isoladamente. É o famoso "um pouco de cada, e a conta vai crescendo". Aqui, o solvente A está em 100 mg/m3 frente a uma DL50 de 400 mg/m3, então ele corresponde a 25% da DL50. Já o solvente B está em 300 mg/m3 frente a uma DL50 de 500 mg/m3, o que dá 60% da DL50. Como os efeitos são aditivos, você soma 25% + 60% = 85% da DL50 atingida ao final do expediente. Esse raciocínio é típico de toxicologia ocupacional: para substâncias com efeito semelhante e aditividade, a avaliação combinada usa a soma das frações de risco/exposição. Em prova, a banca costuma testar justamente se você não cai na tentação de comparar a mistura com uma única substância só. Por isso, o gabarito é a alternativa A. O trabalhador atingiu 85% da DL50 considerando o efeito conjunto dos dois solventes.