Os trabalhadores compartilham os perfis de adoecimento e morte da população em geral em função de sua idade, gênero, grupo social ou inserção em um grupo específico de risco. Além disso, os trabalhadores podem adoecer ou morrer por causas relacionadas ao trabalho, como consequência da profissão que exercem ou exerceram, ou pelas condições adversas em que seu trabalho é ou foi realizado. Conforme a Classificação das Doenças Segundo sua Relação com o Trabalho, uma patologia que tem o trabalho como fator contributivo, mas não necessário, é a
- A)silicose.
Silicose é doença ocupacional clássica causada pela inalação de poeira de sílica, com nexo direto e necessário com o trabalho.
- B)doença mental.
Doença mental pode ter relação com o trabalho, mas a alternativa está genérica e não expressa com precisão a ideia de doença em que o trabalho seja apenas fator contributivo.
- C)doença coronariana.
Doença coronariana é multifatorial e o trabalho pode atuar como fator contributivo, mas não necessário, exatamente como pede a questão.
- D)bronquite crônica.
Bronquite crônica pode se relacionar a exposições ocupacionais, mas a alternativa não é a melhor representação da categoria pedida pela classificação.
- E)dermatite de contato.
Dermatite de contato costuma estar ligada a agentes irritantes ou sensibilizantes do ambiente laboral, sendo uma doença ocupacional mais diretamente associada ao trabalho.
Gabarito: C
A Classificação das Doenças Segundo sua Relação com o Trabalho costuma separar as patologias em grupos, de forma bem prática: há doenças que o trabalho causa diretamente, outras em que ele apenas participa como fator de risco, e aquelas que podem aparecer em qualquer pessoa, mas ganham mais chance de surgir ou piorar com a atividade laboral. É a lógica do "o trabalho entra na história", só que nem sempre como o vilão principal. Quando o enunciado fala em patologia que tem o trabalho como fator contributivo, mas não necessário, ele está falando de uma doença multifatorial. Ou seja, o trabalho ajuda a desencadear, agravar ou antecipar o quadro, mas a doença também pode existir por outras causas fora do ambiente laboral. É exatamente o caso da doença coronariana. Ela tem forte relação com fatores como idade, genética, alimentação, sedentarismo, tabagismo e estresse. O trabalho pode contribuir, por exemplo, por esforço físico intenso, jornada exaustiva, pressão psicológica e exposição a estressores, mas não é indispensável para o surgimento da doença. Por isso, o gabarito é a letra C. Já as demais alternativas apontam doenças em que a relação com o trabalho é mais direta e específica, como ocorre nas patologias ocupacionais clássicas.