O câncer gástrico frequentemente evolui até estágios avançados antes que os sintomas e os sinais se desenvolvam. O quadro clínico se manifesta por anorexia, sensação de plenitude precoce, aversão à carne, perda ponderal e dor abdominal. O diagnóstico de câncer gástrico é baseado na história clínica e, em estágios mais avançados, no exame físico. O câncer gástrico é de 3 a 6 vezes mais comum em pacientes com anemia perniciosa, entidade associada à herança genética. É mais comum em pessoas do grupo sanguíneo A e em portadores de gastrite atrófica crônica do que na população geral. Entre os hábitos alimentares associados a um maior risco para a doença estão: elevada ingestão de sal, dieta com alto teor de nitratos (presentes na água, em vegetais e em carnes conservadas), alto consumo de carboidratos e baixa ingestão de vegetais crus, saladas, frutas frescas e proteínas animais. Quanto à etiologia ocupacional, o agente mais comumente associado à neoplasia gástrica é o
- A)amianto.
Certa, pois o amianto é o agente ocupacional classicamente associado a neoplasias e é o mais cobrado em relação ao câncer gástrico.
- B)benzeno.
Errada, porque o benzeno está muito mais ligado a leucemias e outras doenças hematológicas do que ao câncer gástrico.
- C)cobalto.
Errada, pois o cobalto não é o agente ocupacional clássico associado à neoplasia gástrica nessa abordagem de prova.
- D)níquel.
Errada, porque o níquel se relaciona mais com câncer de pulmão e de seios nasais, não sendo o principal lembrete para estômago.
- E)manganês.
Errada, pois o manganês é lembrado por toxicidade neurológica e não como associação típica com câncer gástrico.
Gabarito: A
O câncer gástrico tem origem multifatorial: entram na conta dieta, gastrite atrófica, anemia perniciosa, predisposição genética e alguns agentes ocupacionais. Na prática de prova, a banca gosta de misturar fatores clássicos com exposições do ambiente de trabalho para ver se voce reconhece o principal suspeito. No campo ocupacional, o agente mais lembrado e mais cobrado como associado à neoplasia gástrica é o amianto. Ele aparece em listas de carcinógenos ocupacionais por sua relação com diversos tumores, e a FGV costuma explorar exatamente essa associação em questão objetiva. A lógica é simples: entre as alternativas, benzeno lembra muito mais leucemias, níquel se relaciona com neoplasias de vias respiratórias, cobalto e manganês não são os nomes mais esperados para câncer gástrico em prova. Ou seja, se a pergunta fala em etiologia ocupacional do estômago, o pensamento vai direto para amianto. Na linguagem de prova, vale guardar o seguinte: câncer gástrico tem forte componente ambiental e alimentar, mas quando o enunciado pede o agente ocupacional mais comumente associado, o gabarito é o amianto. É o tipo de detalhe que a banca adora cobrar para separar leitura apressada de conhecimento aplicado.