Num determinado distrito policial, onde estão lotados 300 servidores, 60 encontram-se afastados com o diagnóstico de estresse pós-traumático. Considerando esses dados, o risco absoluto de se adquirir estresse pós-traumático nesse ambiente de trabalho é de:
- A)12%;
Errada, porque 12% não corresponde à razão 60/300, que é 20%.
- B)20;
Errada, porque 20 é o número de casos, não o risco absoluto em forma proporcional ou percentual.
- C)0,20%;
Errada, porque 0,20% é cem vezes menor do que o valor correto; houve confusão entre decimal e porcentagem.
- D)20%;
Certa, porque 60 dividido por 300 é 0,2, que corresponde a 20%.
- E)0,02.
Errada, porque 0,02 equivale a 2%, e não representa a proporção de 60 em 300.
Gabarito: D
Risco absoluto, em Saúde Ocupacional, é a proporção de pessoas expostas que adquirem um agravo em um período ou contexto analisado. Na prática, é a conta mais simples do mundo: número de casos existentes ou novos naquele grupo dividido pelo total de pessoas do grupo, sempre em forma de proporção ou porcentagem, conforme a questão peça. Aqui, há 300 servidores no distrito e 60 afastados com estresse pós-traumático. Então, o risco absoluto é 60 dividido por 300, que resulta em 0,2. Convertendo para porcentagem, isso dá 20%. Por isso o gabarito é a alternativa D. A banca FGV gosta muito de testar se você confunde proporção com número puro, decimal ou porcentagem. O segredo é olhar com calma o que o enunciado pede: se quer risco absoluto, você calcula a fração do grupo acometido, e não apenas copia o 60 ou inventa alguma unidade estranha. Em termos conceituais, risco absoluto é diferente de risco relativo, que compara dois grupos. Aqui não há comparação entre expostos e não expostos, só a frequência do problema dentro do grupo analisado. Bem direto, sem drama estatístico.