Dentre as radiações relacionadas a seguir, a que pode ser considerada como ionizante é o
- A)laser.
Incorreta, porque o laser é radiação eletromagnética coerente, mas não é classificado como ionizante nas condições usuais de prova.
- B)raio gama.
Correta, porque o raio gama tem altíssima ენერგia e é uma radiação ionizante, capaz de ionizar a matéria.
- C)micro-ondas.
Incorreta, porque micro-ondas são radiações não ionizantes, associadas principalmente ao aquecimento.
- D)raio ultravioleta.
Incorreta, porque o ultravioleta comum não é tratado como ionizante na classificação cobrada, apesar de poder causar danos biológicos.
- E)raio infravermelho.
Incorreta, porque o infravermelho é radiação não ionizante, ligada principalmente à sensação de calor.
Gabarito: B
Quando a banca fala em radiação ionizante, pense naquelas que têm energia suficiente para arrancar elétrons dos átomos e moléculas. É esse "arrancar elétrons" que pode gerar ionização e, por consequência, dano biológico mais relevante, razão pela qual o tema é central nas normas de proteção radiológica da CNEN. Em termos simples: nem toda radiação que você vê, sente ou aquece é ionizante. A luz do dia, o calor do forno e o sinal do Wi-Fi não fazem esse estrago todo. No grupo das radiações ionizantes estão, por exemplo, os raios X e os raios gama, além de algumas partículas emitidas em processos radioativos. Já laser, micro-ondas, infravermelho e a maior parte do ultravioleta ficam fora dessa categoria, porque não têm energia suficiente para ionizar a matéria nas condições usuais cobradas em prova. Por isso, a questão está testando a diferença entre radiação ionizante e não ionizante. O gabarito é a alternativa B, raio gama. Os raios gama são radiações eletromagnéticas de altíssima energia, emitidas em processos nucleares e radioativos, e são classicamente ionizantes. É o tipo de resposta que a banca gosta: uma opção tecnicamente correta e as outras com nomes que parecem perigosos, mas não se enquadram na definição cobrada. Em prova, vale guardar a ideia-chave da proteção radiológica: identificar a radiação, avaliar risco e aplicar controle. E, para não cair em armadilha, lembre que brilho, calor e tecnologia de comunicação não significam ionização.