Um motorista de ônibus permanece um tempo elevado em um assento desconfortável, tendo que trocar constantemente de marcha em um espaço confinado. Assinale a opção que indica o tipo de fator de risco a que esse trabalhador está sujeito.
- A)Ergonômico.
Correta, pois o enunciado descreve postura inadequada, desconforto e repetição de movimentos, típicos de risco ergonômico.
- B)Psicossocial.
Errada, porque o caso não trata de estresse, assédio, pressão excessiva ou conflito organizacional, que caracterizam risco psicossocial.
- C)Ambiental.
Errada, já que não há exposição a ruído, calor, frio, vibração ou radiações, mas sim uma condição de trabalho inadequada.
- D)Biológico.
Errada, porque não existe contato com microrganismos, fungos, bactérias ou materiais contaminados.
- E)Químico.
Errada, pois o enunciado não menciona poeiras, fumos, gases, vapores ou substâncias tóxicas.
Gabarito: A
Quando a questão descreve o jeito como o trabalho é executado, a gente costuma estar diante de um risco ergonômico. Ergonomia é justamente a adaptação do trabalho ao ser humano, para reduzir esforço excessivo, postura inadequada, repetição, movimentos forçados e desconforto. Em prova, isso aparece muito em situações de banco, caixa, motorista, operador de máquina e outros postos em que o corpo sofre com a rotina. No caso do motorista de ônibus, o problema não é vírus, produto químico, barulho isolado ou pressão psicológica principal. O enunciado fala de ficar muito tempo sentado em assento desconfortável e de trocar marchas constantemente em espaço confinado. Isso aponta para carga postural, repetitividade e inadequação do posto de trabalho, que são marcas clássicas de risco ergonômico. A lógica da banca é simples: se o foco está na organização do trabalho, no mobiliário, na postura e na repetição do movimento, pense em ergonomia. A NR-17 trata exatamente da ergonomia, buscando condições de trabalho que proporcionem conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente. Então, o gabarito A está correto porque o cenário descreve um desconforto físico gerado pela própria forma de execução da atividade, e não um agente externo típico dos riscos físico, químico, biológico ou psicossocial. Em resumo: o corpo do trabalhador está sendo cobrado pela cadeira, pela postura e pela repetição - a conta chega como risco ergonômico.