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Segurança do Trabalho · FGV · 2025

Questão comentada de Segurança do Trabalho

Os surtos de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs) são causados por inúmeros agentes etiológicos e se expressam por um grande elenco de manifestações clínicas. E neste contexto, o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica vigente preconiza a identificação de casos de doenças de notificação compulsória e de surtos de qualquer etiologia. No que concerne às DTAs e os procedimentos para sua avaliação, é correto afirmar que

Gabarito: E

As Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs) exigem resposta rápida porque, em surtos, o objetivo não é esperar a poeira baixar: é descobrir cedo o agente, o alimento envolvido e se ainda há risco para outras pessoas. Na prática, a vigilância epidemiológica faz a investigação logo após a notificação, com coleta de dados clínicos, epidemiológicos e de amostras do paciente, do alimento e do ambiente. Isso aparece nos manuais do Ministério da Saúde sobre investigação de surtos de DTAs e em protocolos de vigilância sanitária e epidemiológica. O ponto central da questão está na lógica da coleta: quando o alimento suspeito já não existe mais, ainda pode haver material útil para análise. Em situações como suspeita de botulismo, a própria embalagem vazia pode servir como amostra, porque resíduos aderidos às paredes internas podem ser recuperados por enxaguadura e examinados em laboratório. Isso faz sentido porque o botulismo é uma intoxicação grave, em que a toxina pode estar associada ao recipiente, ao conteúdo remanescente ou a superfícies contaminadas. Por isso, a alternativa E está correta. Ela traduz uma orientação técnica real: na ausência do alimento consumido, a embalagem pode ser coletada e submetida a procedimento de enxaguadura para pesquisa laboratorial. A investigação de DTA não depende de espera por óbitos nem de conclusões tardias; ela começa cedo, com o que estiver disponível, para interromper a cadeia de transmissão e identificar a fonte do surto. Em resumo: DTA é caso de investigação ágil, coleta oportuna e raciocínio epidemiológico. Em surto, cada detalhe conta - inclusive uma embalagem vazia que, para o laboratório, pode valer ouro.

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