Durante a realização de atividades laborais, caso se observe que um trabalhador sofreu uma parada cardiorrespiratória, a massagem cardíaca externa, ou compressão torácica, pode ser realizada como técnica de ressuscitação. No uso dessa técnica, o socorrista deve
- A)posicionar a vítima em decúbito ventral.
Errada, porque a vítima deve ficar em decúbito dorsal, sobre superfície rígida, e não em decúbito ventral.
- B)manter as compressões torácicas numa frequência de, pelo menos, 100 por minuto.
Certa, porque as compressões torácicas devem ser feitas com frequência de pelo menos 100 por minuto, conforme as diretrizes de ressuscitação.
- C)aplicar pressão suficiente para baixar o esterno da vítima em, aproximadamente, 1,0 cm.
Errada, porque a compressão precisa ter profundidade suficiente, e 1,0 cm é muito pouco para uma RCP eficaz.
- D)alternar ciclos de compressões com paradas de, pelo menos, 1 minuto para permitir que o sangue da vítima circule.
Errada, porque as interrupções devem ser mínimas, já que pausas longas atrapalham a circulação artificial gerada pelas compressões.
- E)apoiar as mãos, uma sobre a outra, na metade superior do esterno da vítima, evitando fazê-lo sobre o apêndice xifoide.
Errada, porque as mãos devem ser apoiadas no centro do tórax, sobre a metade inferior do esterno, evitando o apêndice xifoide, e não na metade superior.
Gabarito: B
Na parada cardiorrespiratória, a compressão torácica é o centro da manobra de ressuscitação: ela substitui temporariamente a função do coração e ajuda a manter um mínimo de circulação para cérebro e órgãos vitais. Por isso, o socorrista deve fazer compressões fortes, rápidas e sem longas interrupções, seguindo a lógica do suporte básico de vida divulgado por diretrizes como as da American Heart Association e do Conselho Europeu de Ressuscitação. A frequência recomendada é de, no mínimo, 100 compressões por minuto, com boa profundidade e retorno completo do tórax entre uma compressão e outra. Em prova, a banca costuma cobrar justamente esse número mínimo, porque compressão lenta demais reduz muito a perfusão e prejudica a chance de sobrevivência. As demais alternativas fogem do padrão de RCP: a vítima deve ficar em decúbito dorsal em superfície rígida, as mãos ficam no centro do tórax, na metade inferior do esterno, e não se fazem pausas longas entre os ciclos. Em resumo: em RCP, ritmo e continuidade são os melhores amigos do socorrista.