Durante o processo de gestão de riscos de uma empresa, pretende-se determinar os “conjuntos mínimos catastróficos”, que consistem de falhas simultâneas em um processo, que podem desencadear catástrofes. Para calcular a probabilidade de ocorrência desses conjuntos, pode-se empregar uma técnica conhecida como
- A)árvore de análise de falhas.
Correta, porque a árvore de análise de falhas permite identificar combinações mínimas de falhas e calcular a probabilidade do evento catastrófico.
- B)análise de modos de falhas.
Errada, porque a análise de modos de falhas examina componentes e seus efeitos, mas não é a técnica típica para estimar conjuntos mínimos catastróficos.
- C)árvore de tipos de efeitos.
Errada, porque árvore de tipos de efeitos remete à análise de efeitos, não ao cálculo de falhas combinadas que levam à catástrofe.
- D)avaliação preliminar de riscos.
Errada, porque a avaliação preliminar de riscos serve para identificar perigos e classificar riscos de forma inicial, não para esse cálculo probabilístico detalhado.
- E)análise de incidentes críticos.
Errada, porque a análise de incidentes críticos foca em eventos e comportamentos relevantes para segurança, mas não modela a árvore lógica das falhas.
Gabarito: A
Quando a questão fala em "conjuntos mínimos catastróficos", ela está descrevendo os chamados conjuntos mínimos de falha, ou cut sets, que são combinações mínimas de eventos básicos capazes de levar ao evento topo, isto é, a catástrofe. Para estimar a probabilidade de isso acontecer, a ferramenta clássica é a árvore de análise de falhas, também conhecida como Fault Tree Analysis (FTA). Ela parte do evento indesejado e vai "descendo" em causas, usando portas lógicas como AND e OR. A lógica é simples: se você quer saber como um grande acidente pode acontecer, primeiro identifica quais falhas menores precisam ocorrer juntas ou isoladamente. Depois, modela essas combinações e calcula a probabilidade do evento topo. É exatamente por isso que a FTA é muito usada em gestão de riscos, confiabilidade e segurança industrial. Já as outras técnicas têm outra finalidade. Análise de modos de falhas (FMEA) olha para os modos de falha de cada componente e seus efeitos, mas não é a técnica clássica para calcular conjuntos mínimos catastróficos. A banca FGV adora trocar a ferramenta pela função dela, então vale ficar atento. Portanto, o gabarito é a letra A, porque a árvore de análise de falhas é a técnica indicada para identificar e calcular a probabilidade de falhas combinadas que podem culminar em um evento catastrófico. Em termos doutrinários, ela é uma técnica consagrada de análise dedutiva de riscos, partindo do efeito para as causas.