A exposição à radiação infravermelha (calor irradiante), emanada em diversos processos de trabalho, pode gerar
- A)carcinoma espinocelular.
Errada, porque carcinoma espinocelular não é a lesão clássica associada à radiação infravermelha no trabalho.
- B)catarata.
Certa, pois a exposição crônica ao calor irradiante pode causar catarata por lesão do cristalino.
- C)carcinoma basocelular.
Errada, porque carcinoma basocelular se relaciona mais com exposição solar e radiação ultravioleta, não com infravermelho.
- D)melanoma.
Errada, porque melanoma também está ligado principalmente à radiação ultravioleta, e não ao calor irradiante.
- E)sarcoidose.
Errada, porque sarcoidose não é efeito típico de exposição ocupacional à radiação infravermelha.
Gabarito: B
A radiação infravermelha é o famoso "calor irradiante" dos processos de trabalho, como metalurgia, fornos, fundição e atividades com altas temperaturas. Ela atinge principalmente os olhos e a pele, e o efeito clássico cobrado em prova é a lesão ocular por exposição crônica, especialmente a catarata. Em outras palavras: não é só "calor", é calor que pode cobrar caro da visão. A lógica é simples: a energia térmica repetida e intensa pode afetar o cristalino, favorecendo sua opacificação ao longo do tempo. Por isso, em Segurança do Trabalho, a associação mais lembrada entre infravermelho e doença ocupacional ocular é catarata. Em provas, isso aparece como resposta direta e quase "sem suspense" quando o enunciado fala em calor irradiante. As demais alternativas misturam doenças que não têm relação típica com essa exposição. Carcinomas, melanoma e sarcoidose pertencem a outros contextos etiológicos. Já a catarata, neste tema, é o clássico de manual e costuma aparecer em questões de banca como a FGV, que gosta de cobrar a associação entre agente físico e efeito à saúde. Se quiser fixar: infravermelho = calor radiante = olho sofrendo com a exposição crônica = catarata. É a tríade que resolve a questão sem drama.