São características da exposição crônica ao chumbo em sua forma metálica (Pb°):
- A)pontilhados basófilos em hemácias, linha gengival de Burton e alterações neurocomportamentais;
Correta: reúne os achados clássicos da intoxicação crônica por chumbo, como pontilhado basófilo, linha de Burton e alterações neurocomportamentais.
- B)eosinofilia, depósitos ósseos e lesão glomerular renal;
Errada: eosinofilia não é achado típico do chumbo, embora depósitos ósseos e lesão renal possam ocorrer em intoxicação por metais, o conjunto não corresponde ao quadro clássico.
- C)linfocitose, hepatoesplenomegalia e lesão glomerular renal;
Errada: linfocitose e hepatoesplenomegalia não são características usuais da exposição crônica ao chumbo.
- D)anemia hipocrômica, lesão tubular renal e degeneração macular;
Errada: a anemia do chumbo costuma ser mais ligada à interferência na síntese do heme, não é tipicamente descrita como hipocrômica nessa formulação, e a lesão clássica renal é mais compatível com comprometimento tubular, mas o conjunto está incompleto e impreciso.
- E)aplasia de medula, depósitos ósseos e hipotireoidismo.
Errada: aplasia de medula e hipotireoidismo não são manifestações típicas da intoxicação crônica por chumbo.
Gabarito: A
A intoxicação crônica por chumbo, especialmente na forma metálica (Pb°), costuma aparecer de forma lenta e traiçoeira, como aquele problema que vai se acumulando sem alarde. O chumbo interfere na síntese do heme, então podem surgir anemia com pontilhados basófilos nas hemácias. Também é clássico o depósito de chumbo na gengiva, formando a linha gengival de Burton, além de alterações neurocomportamentais, como irritabilidade, dificuldade de concentração e outros sinais neurológicos. Na prática, o chumbo adora causar efeitos em vários sistemas ao mesmo tempo: sangue, rins e sistema nervoso. Em exposições crônicas, o paciente pode ter sintomas inespecíficos no começo, o que faz a intoxicação passar batida se você não lembrar desse trio clássico: alteração hematológica, sinal gengival e repercussão neurológica. Por isso, a alternativa A está correta. Ela reúne exatamente as manifestações típicas da saturnismo crônico: pontilhado basófilo, linha de Burton e alterações neurocomportamentais. Isso é compatível com a doutrina de toxicologia ocupacional e com o quadro clássico cobrado em saúde ocupacional, especialmente em provas que gostam de misturar sinais hematológicos com achados clínicos marcantes. As demais alternativas tentam confundir com efeitos de outras substâncias ou com quadros que não são a face mais característica do chumbo. Em prova, vale lembrar: chumbo crônico gosta de anemia, neuropatia e sinal gengival - ele quase sempre deixa pista, basta reconhecer.