A síndrome do túnel do carpo, a tendinite de De Quervain, a epicondilite lateral, a lesão do supraespinhoso e a síndrome do desfiladeiro torácico são sugestivas, respectivamente, dos testes
- A)de Finkelstein, de Phalen, de Cozen, de Jobe e de Adson.
Errada, porque troca os testes de túnel do carpo e De Quervain logo no início, invertendo Phalen e Finkelstein.
- B)de Phalen, de Finkelstein, de Cozen, de Jobe e de Adson.
Certa, pois traz a associação clássica: túnel do carpo-Phalen, De Quervain-Finkelstein, epicondilite lateral-Cozen, supraespinhoso-Jobe e desfiladeiro torácico-Adson.
- C)de Phalen, de Finkelstein, de Cozen, de Adson e de Jobe.
Errada, porque desloca o teste de Adson para a lesão do supraespinhoso e o de Jobe para a síndrome do desfiladeiro torácico.
- D)de Phalen, de Adson, de Finkelstein, de Cozen e de Jobe.
Errada, porque embaralha De Quervain com Adson e ainda troca a ordem dos testes seguintes, quebrando toda a sequência correta.
- E)de Finkelstein, de Phalen, de Jobe, de Cozen e de Adson.
Errada, porque começa com Finkelstein e Phalen invertidos, além de trocar Jobe e Cozen no meio da lista.
Gabarito: B
Essa questão cobra a associação clássica entre doenças ocupacionais e testes ortopédicos/neurológicos. Na prática, o examinador quer saber qual teste costuma sugerir cada lesão: túnel do carpo com Phalen, De Quervain com Finkelstein, epicondilite lateral com Cozen, lesão do supraespinhoso com Jobe e síndrome do desfiladeiro torácico com Adson. É a famosa prova de memória com roupa de clínica: se você conhece a sequência, mata a questão sem sofrimento. A síndrome do túnel do carpo é suspeitada pelo teste de Phalen, em que a flexão do punho reproduz sintomas por compressão do nervo mediano. Já a tendinite de De Quervain aparece no teste de Finkelstein, com desvio ulnar do punho e dor no estiloide radial. A epicondilite lateral, a “tenista”, costuma positivar com o teste de Cozen, que provoca dor na região do epicôndilo lateral. A lesão do supraespinhoso é sugerida pelo teste de Jobe, também chamado “empty can”, que avalia a integridade do manguito rotador. Por fim, a síndrome do desfiladeiro torácico é tradicionalmente associada ao teste de Adson, com manobras que podem reduzir o pulso e reproduzir sintomas compressivos. Esse encadeamento é o que fecha o gabarito. Então, o gabarito B está correto porque coloca exatamente essa sequência: Phalen, Finkelstein, Cozen, Jobe e Adson. A banca FGV gosta bastante dessas associações diretas, então vale decorar a dupla sintoma-teste como se fosse um cartão de consulta mental.