Material particulado pode ser definido como partículas sólidas, produzidas por ruptura de um material originalmente sólido, suspensas ou capazes de se manterem suspensas no ar. A coluna da esquerda apresenta alguns tipos de partículas, enquanto a coluna da direita apresenta seus diâmetros máximos. Relacione-as. 1. Particulado inalável ( ) 100 µm 2. Particulado torácico ( ) 25 µm 3. Particulado respirável ( ) 10 µm A ordem correta, de cima para baixo, é:
- A)1 – 2 – 3
Correta, porque associa inalável a 100 µm, torácico a 25 µm e respirável a 10 µm.
- B)1 – 3 – 2
Errada, porque troca as classes torácica e respirável, invertendo os diâmetros máximos.
- C)2 – 1 – 3
Errada, porque começa pela classe torácica, mas 100 µm corresponde ao particulado inalável.
- D)2 – 3 – 1
Errada, porque coloca o particulado torácico antes do inalável, contrariando a ordem dos diâmetros.
- E)3 – 2 – 1
Errada, porque inverte totalmente a classificação das partículas e seus diâmetros.
Gabarito: A
Material particulado, em Saúde Ocupacional, é aquele conjunto de partículas sólidas suspensas no ar ou capazes de ficar suspensas. O ponto central aqui é o tamanho da partícula, porque isso define até onde ela consegue entrar no sistema respiratório. Quanto menor a partícula, mais profundo o caminho: algumas ficam nas vias superiores, outras chegam ao tórax, e as menores alcançam a região respirável. Na classificação usual, o particulado inalável é o de maior diâmetro, chegando até 100 µm. Já o particulado torácico é menor, com diâmetro máximo de 25 µm, pois consegue ultrapassar a laringe e atingir a região torácica. O particulado respirável é o mais fino da lista, com até 10 µm, conseguindo alcançar as áreas de troca gasosa. Por isso, ao relacionar a coluna da direita, a sequência fica 100 µm, 25 µm, 10 µm, que corresponde a 1, 2 e 3. É exatamente essa lógica que a banca quer cobrar: do maior para o menor, acompanhando o alcance no trato respiratório. Esse enquadramento é compatível com os critérios técnicos de higiene ocupacional usados em normas e referências da área, como os parâmetros adotados em avaliações de aerodispersoides e agentes químicos no ambiente de trabalho. Aqui não há pegadinha jurídica: é uma questão de classificação dimensional mesmo.