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Segurança do Trabalho · FGV · 2023

Questão comentada de Segurança do Trabalho

Trabalhador de uma empresa construtora em engenharia civil, operador de bate-estacas, exposto no trabalho a níveis elevados de pressão sonora e vibração, começou a apresentar perda progressiva de sua audição, tendo ele sido diagnosticado com Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR). A característica dessa doença do trabalho é:

Gabarito: E

A PAIR, ou Perda Auditiva Induzida por Ruído, é uma doença ocupacional clássica em ambientes com exposição contínua a ruído elevado, como na operação de bate-estacas. Ela costuma ser bilateral, progressiva e irreversível, porque o dano atinge as células ciliadas da cóclea, estrutura essencial para transformar som em impulso nervoso. Em outras palavras: o ruído vai “gastando” o ouvido interno aos poucos, e o prejuízo não volta como se nada tivesse acontecido. Por isso, a PAIR é classificada como neurossensorial, e não condutiva. A perda condutiva ocorre quando o problema está na transmissão do som pela orelha externa ou média, o que não é o caso aqui. Na PAIR, o foco está na orelha interna, especialmente na cóclea, que sofre lesão cumulativa pela exposição ao ruído e pode ser agravada por vibração, embora o agente principal seja o ruído. O gabarito é a letra E porque ela traz exatamente os três elementos corretos: natureza neurossensorial, lesão da cóclea e irreversibilidade. Esse é o padrão cobrado em Segurança do Trabalho e Saúde Ocupacional, em linha com a caracterização técnica da doença relacionada ao trabalho e com a lógica previdenciária e ocupacional aplicada aos agravos auditivos por ruído. Na prática, a ideia central é simples: se o problema veio do ruído intenso e contínuo, pense primeiro em cóclea, perda neurossensorial e sequela definitiva. A banca gosta muito de trocar isso por orelha média, perda condutiva ou reversibilidade para ver se você cai na armadilha.

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