Sobre a Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR), é correto afirmar que
- A)a PAIR produz perda auditiva tipo neurossensorial e condutiva, irreversível mesmo se cessada a exposição.
Errada, porque a PAIR é tipicamente neurossensorial, não condutiva, e a perda não é descrita assim de forma mista.
- B)exame audiométrico com níveis de audição menores que 20dB na faixa de 500Hz, uni ou bilateral, em trabalhadores expostos a níveis elevados de pressão sonora, sugere quadro inicial de PAIR.
Errada, porque a PAIR costuma afetar primeiro as frequências altas e valores menores que 20 dB em 500 Hz não são o padrão clássico de início.
- C)a PAIR se caracteriza por lesão irreversível do ouvido médio (ou orelha média), com consequente prejuízo na condução sonora.
Errada, porque a lesão não é do ouvido médio, mas sim do ouvido interno, especialmente da cóclea.
- D)a PAIR é uma patologia do ouvido interno (ou orelha interna) do tipo neurossensorial, de caráter evolutivo, com agravamento progressivo mesmo quando cessada a exposição aos níveis elevados de pressão sonora.
Errada, porque a PAIR pode progredir mesmo após cessar a exposição, mas a afirmação trata corretamente da orelha interna; o problema é que a questão exige a formulação completa e precisa do quadro, e a alternativa não é a melhor descrição técnica.
- E)a fisiopatologia da PAIR se dá a partir de lesão da cóclea, caracterizando-se assim como uma perda auditiva do tipo do tipo neurossensorial.
Certa, porque a PAIR decorre de lesão na cóclea, no ouvido interno, produzindo perda auditiva do tipo neurossensorial.
Gabarito: E
A Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) é uma das doenças ocupacionais mais clássicas da Segurança do Trabalho. Em termos simples: o excesso de ruído vai machucando a cóclea, que fica no ouvido interno, e isso gera uma perda auditiva do tipo neurossensorial. Não é problema de condução sonora da orelha média, nem costuma melhorar depois que a exposição termina. O ponto central é justamente esse: a lesão é na cóclea, com dano progressivo às células sensoriais, e a perda costuma começar em frequências mais altas, podendo depois atingir outras faixas. Por isso, a audiometria ocupacional é tão importante no acompanhamento de trabalhadores expostos a níveis elevados de pressão sonora. A banca acertou ao cobrar a ideia de que a fisiopatologia da PAIR decorre de lesão coclear, o que a caracteriza como perda neurossensorial. Em linguagem de prova, pense assim: ruído forte demais, cóclea sofrendo, audição piorando. Simples, direto e muito cobrado. Vale lembrar que a PAIR é tratada na doutrina e na prática ocupacional como doença prevenível, ligada ao ambiente de trabalho e ao controle de exposição ao ruído. Então, quando a questão falar em ouvido interno, cóclea e tipo neurossensorial, acenda o sinal verde.