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Segurança do Trabalho · FGV · 2022

Questão comentada de Segurança do Trabalho

Trabalhadora de 32 anos, considerada apta para o trabalho em seu exame admissional, após trabalhar por três anos numa empresa metalúrgica como auxiliar de expedição, executando movimentos de levantamento de cargas de até 25 kg para carregar caminhões durante toda a jornada de trabalho, desenvolveu quadro de omalgia à direita, com dificuldade para extensão, flexão, rotação externa e abdução do respectivo ombro. Procurando o SUS, foi diagnosticada com lesão no ombro direito, e emitido atestado médico para afastamento do trabalho por 45 dias para tratamento clínico, fisioterápico, acupunturiátrico (acupuntura médica) e repouso terapêutico. Acionada a Vigilância em Saúde do Trabalhador, foram constatados esforços repetitivos no posto de trabalho da trabalhadora. A trabalhadora aguarda a avaliação pericial agendada no INSS. Nesse caso, o médico assistente deverá:

Gabarito: D

Aqui a banca quer que você se lembre de três frentes que andam juntas, mas não são a mesma coisa: assistência, previdência e vigilância em saúde do trabalhador. A médica assistente deve fazer um relatório bem completo para fins periciais, com diagnóstico/CID, limitações funcionais e tempo estimado de afastamento para tratamento. Isso ajuda a perícia do INSS a avaliar a incapacidade laboral e a necessidade de benefício. Como o quadro tem nexo com o trabalho, a lesão musculoesquelética por esforço repetitivo é compatível com LER/DORT. Nesses casos, também deve haver emissão de CAT pela empresa ou, se for o caso, registro no e-Social. A CAT é o documento que formaliza o acidente ou doença relacionada ao trabalho, mesmo quando a doença aparece depois de algum tempo de exposição. Além disso, por se tratar de agravo relacionado ao trabalho, há notificação compulsória no sistema de vigilância, por meio do Sinan, em articulação com a Vigilância Epidemiológica/saúde do trabalhador. É exatamente essa soma que faz a alternativa D ser a correta: relatório pericial + CAT/e-Social + notificação ao Sinan. As alternativas erradas tropeçam em um detalhe clássico de prova: ou ignoram o nexo ocupacional, ou esquecem a notificação, ou tentam simplificar demais como se fosse apenas um afastamento clínico comum. Em concurso, quando aparece doença relacionada ao trabalho, pense sempre em tríplice cuidado: registrar, comunicar e notificar.

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