O detector do tipo multigás convencional, utilizado para prevenção de acidentes em espaços confinados, monitora algumas variáveis do ambiente. Duas dessas variáveis são
- A)as concentrações de CO2 e H2S no ambiente.
Errada, porque CO2 e H2S não são o par clássico descrito para o detector multigás convencional em espaços confinados.
- B)as concentrações de N2 e H2S no ambiente.
Errada, porque N2 não é uma variável normalmente monitorada por esse equipamento e a alternativa mistura um gás inerte com um gás tóxico.
- C)o limite superior de explosividade para gases e vapores combustíveis e inflamáveis e a concentração de CO2 no ambiente.
Errada, porque o aparelho trabalha com o limite inferior de explosividade, não com o limite superior.
- D)o limite inferior de explosividade para gases e vapores combustíveis e inflamáveis e a concentração de CO2 no ambiente.
Errada, porque também troca o parâmetro correto de explosividade, já que o controle é feito pelo limite inferior.
- E)o limite inferior de explosividade para gases e vapores combustíveis e inflamáveis e a concentração de CO no ambiente.
Certa, porque o multigás convencional monitora o limite inferior de explosividade e a concentração de monóxido de carbono.
Gabarito: E
Em espaços confinados, o detector multigás convencional é a ferramenta que ajuda a evitar o famoso “entra primeiro, arrepende depois”. Ele é usado para verificar se a atmosfera está segura antes e durante a entrada, porque ali pode haver falta de oxigênio, presença de gases tóxicos e risco de explosão. Pela lógica da NR-33 e das práticas de segurança, o aparelho normalmente monitora oxigênio, gases combustíveis na faixa de explosividade, monóxido de carbono e sulfeto de hidrogênio. A ideia central da questão é lembrar que o detector não mede qualquer gás aleatoriamente. Ele costuma acompanhar o limite inferior de explosividade, que indica o ponto a partir do qual um gás ou vapor combustível já pode formar mistura perigosa com o ar. Além disso, mede monóxido de carbono, que é um gás tóxico clássico e muito importante em ambientes confinados. Por isso o gabarito é a letra E: ela traz exatamente o limite inferior de explosividade para gases e vapores combustíveis e inflamáveis e a concentração de CO no ambiente. Isso bate com o uso prático do multigás convencional, amplamente adotado para vigilância atmosférica em espaços confinados. Como detalhe útil para prova, não confunda CO com CO2: o primeiro é o monóxido de carbono, tóxico e tipicamente monitorado; o segundo é o dióxido de carbono, que pode até aparecer em alguns contextos, mas não é o padrão básico cobrado para o detector multigás convencional.