Na síndrome do pânico temos como consequências funcionais a incapacidade social, profissional e física, com custos econômicos consideráveis. Assinale a opção que não apresenta sintomas vivenciados pelos pacientes.
- A)Crise de intenso medo ou ansiedade; aparece subitamente; atinge o pico em 10 minutos.
Correta, porque descreve o ataque de pânico como crise súbita de medo ou ansiedade com pico rápido, geralmente em até 10 minutos.
- B)Envolve, pelo menos, 4 dos seguintes sintomas: palpitação; sudorese; tremores; sensação de falta de ar; sensação de asfixia; tontura; parestesia; calafrios; sensação de irrealidade; medo de morrer e de enlouquecer.
Correta, pois lista sintomas típicos do ataque de pânico, exigindo pelo menos quatro manifestações entre as mais clássicas.
- C)Pelo menos um dos ataques foi seguido por 1 mês ou mais de uma das seguintes características: preocupação persistente de ter um outro ataque de pânico
Correta, porque a síndrome do pânico exige preocupação persistente com novos ataques ou mudança comportamental após pelo menos um episódio.
- D)Cerca de 70% dos casos da síndrome acontecem entre homens, principalmente jovens na faixa dos 15 aos 25 anos.
Errada, porque a síndrome do pânico não acomete principalmente homens jovens nessa proporção e faixa etária descritas.
- E)Mudança significativa do comportamento relacionado ao ataque.
Correta, já que mudanças significativas no comportamento relacionadas ao ataque são compatíveis com o quadro.
Gabarito: D
A síndrome do pânico é marcada por ataques súbitos de medo intenso, com sintomas físicos e psíquicos que assustam muito o paciente. A crise costuma aparecer de repente e alcançar o auge em poucos minutos, o que faz a pessoa achar que vai morrer, desmaiar ou perder o controle, mesmo sem um perigo real na frente dela. Em geral, o ataque de pânico envolve vários sintomas ao mesmo tempo, como palpitação, suor, tremor, falta de ar, sensação de sufocamento, tontura, formigamentos, calafrios e sensação de irrealidade. Depois do episódio, pode surgir um medo persistente de ter outro ataque e até mudança do comportamento, como evitar lugares ou situações associadas à crise. A alternativa D está errada porque inverte o perfil epidemiológico mais conhecido da síndrome: ela não acontece predominantemente em homens jovens entre 15 e 25 anos. Em linhas gerais, o transtorno é mais frequente em mulheres e costuma surgir mais comumente no fim da adolescência e na vida adulta jovem, não com essa distribuição descrita na assertiva. Em prova, a banca costuma misturar sintomas clássicos com dados epidemiológicos trocados para ver se você está atento. Aqui, o coração da questão é reconhecer a descrição típica do ataque de pânico e perceber que a estatística apresentada na letra D não bate com o quadro.