Um trabalhador metalúrgico de uma indústria de autopeças utiliza desengraxantes e solventes orgânicos na sua rotina de trabalho para limpeza de peças, incluindo o tolueno. No exame periódico desse trabalhador, para o monitoramento biológico da exposição a esse produto químico, o médico do trabalho deve solicitar a avaliação laboratorial de dosagem:
- A)plasmática de ácido metil-hipúrico;
Errada, porque o ácido metil-hipúrico é marcador mais relacionado ao xileno, não ao tolueno.
- B)plasmática de ácido hipúrico;
Errada, porque o ácido hipúrico não é dosado no plasma para esse monitoramento, mas na urina.
- C)plasmática de carboxi-hemoglobina;
Errada, porque carboxi-hemoglobina é indicador de exposição a monóxido de carbono, não a tolueno.
- D)urinária de ácido metil-hipúrico;
Errada, porque o ácido metil-hipúrico não é o metabólito esperado para exposição ao tolueno.
- E)urinária de ácido hipúrico.
Certa, porque a exposição ao tolueno é monitorada classicamente pela dosagem urinária de ácido hipúrico.
Gabarito: E
O tolueno é um solvente orgânico bastante comum em atividades de limpeza e desengraxe, e o monitoramento biológico dele costuma ser feito por meio de metabólitos na urina. Em prova, a ideia central é simples: se o produto é o tolueno, o exame clássico pedido é a dosagem urinária de ácido hipúrico, um marcador tradicional da exposição ocupacional. Por que isso faz sentido? Porque o tolueno é metabolizado no organismo e uma de suas vias de eliminação gera ácido hipúrico, que pode ser medido no fim da jornada ou no acompanhamento periódico. Em linguagem de chão de fábrica: entrou solvente, saiu metabólito na urina. A banca gosta de misturar nomes parecidos para testar atenção. Ácido metil-hipúrico aparece mais associado ao xileno, não ao tolueno. Já carboxi-hemoglobina é marcador clássico de monóxido de carbono, então está fora do alvo da questão. Do ponto de vista técnico, o exame ocupacional deve seguir os parâmetros de monitoramento biológico previstos nas normas de higiene ocupacional e nos referenciais de toxicologia do trabalho, como os limites e indicadores biológicos usados na medicina do trabalho. Aqui, o raciocínio correto é o vínculo entre tolueno e ácido hipúrico urinário.