Trabalhadores expostos profissionalmente ao cromo, podem adquirir
- A)demência e vitiligo.
Errada: demência e vitiligo não são o quadro típico da exposição ocupacional ao cromo.
- B)câncer de bexiga e labirintite.
Errada: câncer de bexiga é mais associado a outros carcinógenos, e labirintite não é achado clássico do cromo.
- C)carcinoma de pequenas células e fotodermites
Errada: carcinoma de pequenas células pode até aparecer em contextos de câncer pulmonar, mas fotodermites não são a associação típica cobrada para cromo.
- D)carcinoma brônquico e perfuração do septo nasal.
Certa: a exposição ao cromo pode causar carcinoma brônquico e perfuração do septo nasal.
- E)angiossarcoma de fígado e Síndrome de Stevens-Johnson
Errada: angiossarcoma de fígado e Síndrome de Stevens-Johnson não são as manifestações clássicas da exposição ao cromo.
Gabarito: D
O cromo, especialmente na forma hexavalente, é um daqueles agentes clássicos de prova que gostam de aparecer ligado a lesões respiratórias e de pele. Na prática ocupacional, a exposição pode ocorrer em processos de galvanoplastia, pigmentos, soldagem e fabricação de ligas, e o risco mais lembrado é o de câncer de pulmão, além de irritação intensa das vias aéreas e lesões no nariz. Por isso, a alternativa correta é a letra D. O contato crônico com cromo pode causar carcinoma brônquico e também perfuração do septo nasal, um achado bem típico da intoxicação ocupacional por esse metal. Em linhas gerais, o cromo hexavalente é reconhecido como carcinógeno ocupacional, e a literatura de medicina do trabalho associa sua exposição a neoplasia pulmonar e lesões ulcerativas nas mucosas nasais. Em prova, a banca costuma cobrar o par clássico: cromo com câncer de pulmão e dano nasal. Se você lembrar de "pulmão e nariz", já está muito bem encaminhado. O restante das alternativas mistura doenças que pertencem a outros agentes, então a leitura atenta do enunciado faz toda a diferença. Do ponto de vista normativo, esse raciocínio conversa com a lógica das listas de agentes nocivos e do reconhecimento de doenças relacionadas ao trabalho, com forte base na doutrina de saúde ocupacional e nas referências técnicas usadas pela vigilância em saúde do trabalhador.