A Análise de Risco do Trabalho, como uma técnica de solução de problemas, pode ajudar-nos a, exceto:
- A)Identificar problemas reais que possam ter sido ignorados durante a seleção de equipamentos ou na elaboração do layout do local de trabalho.
Certa, porque a análise pode revelar falhas que passaram despercebidas na escolha de equipamentos ou no layout.
- B)Aumentar a produtividade.
Certa, porque prevenir falhas e acidentes tende a melhorar o fluxo e, por consequência, a produtividade.
- C)Usar todas as informações disponíveis em treinamento para empregados novos, transferidos.
Certa, porque a técnica também aproveita informações úteis para orientar treinamento de novos e transferidos.
- D)Avaliar possíveis maneiras para prevenir acidentes, paradas de produção, deficiências na qualidade e reduções no valor do produto.
Certa, porque a análise serve para antecipar medidas que evitem acidentes, paradas, perdas de qualidade e desvalorização do produto.
- E)Identificar abusos de qualidade e segurança cometidos por empregados no processo produtivo.
Errada, porque a técnica não se destina a apontar abusos individuais de empregados, mas a identificar riscos e falhas do processo de trabalho.
Gabarito: E
A Análise de Risco do Trabalho é uma ferramenta bem prática: ela serve para enxergar onde o processo pode falhar antes que o problema vire acidente, retrabalho, parada de produção ou produto ruim. Em vez de esperar o prejuízo aparecer, você olha o trabalho com lupa e tenta prever as fontes de risco, falhas de método, problemas de layout, equipamentos mal escolhidos e até deficiências de treinamento. Na lógica da Segurança do Trabalho, essa análise ajuda a identificar problemas reais que podem ter passado batido na organização do trabalho, a usar melhor as informações disponíveis e a propor medidas preventivas. É o famoso “pensar antes de dar ruim”, só que com método, observação e controle de riscos. Por isso, a alternativa errada é a que fala em identificar abusos de qualidade e segurança cometidos por empregados no processo produtivo. A Análise de Risco do Trabalho não tem esse foco de fiscalização punitiva do comportamento do empregado, mas sim de examinar o trabalho e o sistema para prevenir falhas e acidentes. A culpa individual não é o centro da técnica. Em termos doutrinários, essa visão conversa com a prevenção de riscos ocupacionais prevista na lógica da NR-1, que coloca a identificação de perigos e avaliação de riscos como base da gestão de SST. A banca costuma explorar justamente isso: confundir prevenção sistêmica com cobrança de erro humano.