Solicitou-se a um engenheiro de segurança do trabalho a análise de risco para o trabalho em altura de alguns operários em uma edificação. Na análise do sistema de proteção individual contra quedas (SPIQ), esse engenheiro deve admitir que, na retenção de uma queda, o elemento de ligação transmita um impacto máximo ao trabalhador igual a:
- A)1 kN;
Errada, porque 1 kN é muito abaixo do limite normativo exigido para retenção de queda no SPIQ.
- B)3 kN;
Errada, porque 3 kN ainda não corresponde ao valor máximo admitido pela NR-35 para o impacto transmitido ao trabalhador.
- C)6 kN;
Certa, pois a NR-35 adota 6 kN como limite de impacto máximo transmitido ao trabalhador na retenção de uma queda.
- D)8 kN;
Errada, porque 8 kN supera o limite previsto para o SPIQ e indicaria solicitação excessiva ao trabalhador.
- E)10 kN.
Errada, porque 10 kN é um valor ainda mais alto e ultrapassa o teto normativo aplicável à retenção da queda.
Gabarito: C
No trabalho em altura, o SPIQ não é um detalhe burocrático: ele é o conjunto que precisa segurar a bronca quando algo dá errado. Dentro dele, o elemento de ligação - como talabarte, trava-quedas e conectores, conforme o arranjo do sistema - deve limitar o impacto transmitido ao trabalhador na retenção da queda. Pela NR-35, o sistema de proteção individual contra quedas deve ser capaz de suportar a força máxima de retenção sem expor o trabalhador a esforço excessivo, e o limite adotado para esse impacto é de 6 kN. Em prova, isso costuma aparecer como número seco e direto, porque a banca quer saber se voce conhece o parâmetro normativo, não se o equipamento está com boa vontade. Então, quando a questão pergunta quanto o elemento de ligação deve transmitir no máximo ao trabalhador na retenção de uma queda, a resposta correta é 6 kN. Esse valor é o padrão cobrado pela NR-35 para o impacto máximo transmitido ao trabalhador no SPIQ. Resumo de prova: trabalho em altura, SPIQ, retenção de queda e limite de impacto transmitido ao trabalhador. Se voce viu 6 kN, pode marcar sem medo.