Um profissional de saúde que trabalha com radiação ionizante deve fazer, semestralmente, o exame de
- A)colesterol total.
Errada: colesterol total não é exame de acompanhamento típico para exposição à radiação ionizante.
- B)contagem de plaquetas.
Certa: a contagem de plaquetas ajuda a detectar alterações hematológicas decorrentes de efeito da radiação sobre a medula óssea.
- C)tempo de coagulação.
Errada: tempo de coagulação não é o exame periódico classico cobrado para esse tipo de exposição ocupacional.
- D)hemoglobina glicada.
Errada: hemoglobina glicada avalia controle glicêmico e não monitora efeito da radiação ionizante.
- E)fosfatase alcalina.
Errada: fosfatase alcalina não é o exame de rotina usado para vigilância de trabalhadores expostos à radiação ionizante.
Gabarito: B
Quem trabalha exposto a radiação ionizante precisa de acompanhamento de saúde porque esse agente pode afetar a medula óssea, que é onde o sangue é produzido. Por isso, os exames periódicos não são escolhidos ao acaso: eles miram justamente alterações hematológicas que podem aparecer cedo, antes de virar problema maior. Na prática, a vigilância ocupacional desses trabalhadores costuma incluir hemograma, com atenção especial às células do sangue. Entre elas, as plaquetas merecem destaque porque a queda desse componente pode indicar agressão à medula, algo compatível com exposição à radiação ionizante. É por isso que o exame semestral cobrado na questão é a contagem de plaquetas. A ideia é monitorar sinais precoces de efeito biológico da radiação, e não investigar colesterol, glicemia ou enzimas hepáticas, que não são o foco principal desse risco ocupacional. Como fundamento, a NR-32, ao tratar da proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, prevê monitoramento de saúde para os expostos a radiações ionizantes, com exames voltados a possíveis efeitos hematológicos. Em termos de prova, quando a banca fala em radiação ionizante, pense logo em medula óssea e sangue.