As radiações ionizantes podem ser perigosas, pois podem penetrar no corpo humano, que não possui mecanismo de percepção dessas radiações. A alternativa que ordena os tipos de radiação ionizantes da menos penetrante no corpo para a de maior penetração é:
- A)alfa, beta e raio-x;
Correta: a sequência alfa, beta e raio-X vai da menor para a maior penetração entre as opções apresentadas.
- B)alfa, gama e beta;
Errada: a beta é mais penetrante que a alfa, mas a gama não fica entre alfa e beta nessa ordem.
- C)alfa, infravermelha e ultravioleta;
Errada: infravermelha e ultravioleta não são a sequência cobrada de radiações ionizantes com esse padrão de penetração.
- D)beta, gama e alfa;
Errada: inverte a lógica básica, porque a alfa não é a mais penetrante e a gama não vem entre beta e alfa.
- E)beta, infravermelha e gama.
Errada: infravermelha não é radiação ionizante e a ordem proposta não respeita a penetração relativa das radiações.
Gabarito: A
Quando a banca fala em penetração das radiações ionizantes no corpo, a ideia central é simples: quanto maior a capacidade de atravessar tecidos, maior o risco de exposição interna e de dano, mesmo sem você “sentir” nada na hora. Entre as radiações clássicas, a alfa é a menos penetrante, a beta tem penetração intermediária e os raios X e os raios gama são os mais penetrantes. A lógica física ajuda muito: a partícula alfa é pesada e pouco “viajante”, sendo barrada até por papel ou pela camada superficial da pele. A beta atravessa mais do que a alfa, mas ainda pode ser freada por materiais leves, como plástico ou alumínio. Já os raios X, por serem radiação eletromagnética ionizante, têm grande poder de penetração, superando a beta. Por isso, a ordem da menos penetrante para a mais penetrante, entre as alternativas dadas, é alfa, beta e raio-X. É exatamente o que traz a letra A. Em provas de Segurança do Trabalho, essa é uma associação muito cobrada em Fundamentos de Saúde Ocupacional e radioproteção, normalmente sem necessidade de cálculo, só de conceito. Um detalhe importante: infravermelha e ultravioleta não entram como radiações ionizantes nessa classificação básica cobrada em prova. Então, quando aparecerem misturadas com alfa, beta, raio X ou gama, a banca costuma estar testando se você separa radiação ionizante de não ionizante sem cair na armadilha.