A respeito do processo de análise de riscos, analise as afirmativas a seguir. I. A avaliação de risco é um processo científico para prever o risco em um sistema. II. A percepção de falha no sistema depende do conhecimento sobre o sistema e das características cognitivas do indivíduo. III. A comunicação do risco é um processo interativo de troca de informações entre as pessoas, de modo a transmitir as mensagens de risco. Está correto o que se afirma em
- A)I, somente.
A alternativa limita a resposta apenas à afirmativa I, que trata a avaliação de risco como um procedimento técnico-científico para estimar o risco em um sistema. Essa ideia é compatível com a análise de riscos, mas ela não esgota o enunciado, porque a afirmativa II também descreve um fator humano relevante e a III define corretamente a comunicação do risco. Como a questão pede o conjunto de afirmações corretas, essa opção fica incompleta.
- B)II, somente.
Aqui se escolhe somente a afirmativa II, que relaciona a percepção de falhas no sistema ao conhecimento prévio e às características cognitivas do indivíduo. O conteúdo está correto porque a análise de riscos considera fatores humanos, experiência, atenção e heurísticas na forma como o risco é percebido. O erro está em excluir I e III, que também apresentam conceitos aceitos sobre avaliação e comunicação de risco.
- C)III, somente.
A opção restringe a resposta à afirmativa III, segundo a qual a comunicação do risco é uma troca interativa de informações destinada a transmitir mensagens de risco. Esse é exatamente o sentido técnico de risk communication em gestão de riscos, então a ideia central está bem formulada. O problema é que I e II também estão corretas, de modo que a alternativa não corresponde ao conjunto completo pedido.
- D)II e III, somente.
A alternativa reúne II e III: a primeira destaca que a percepção de falhas depende do conhecimento sobre o sistema e de características cognitivas, e a segunda descreve a comunicação de risco como troca interativa de informações. As duas afirmações estão alinhadas com a literatura de fatores humanos e gestão de riscos. O equívoco está em deixar de fora a I, que também traduz a avaliação de risco como um processo científico de estimativa do risco em um sistema.
- E)I, II e III.
A opção incorpora as três afirmativas. A I traduz a avaliação de risco como um procedimento científico de previsão ou estimativa do risco; a II mostra que a percepção de falhas é influenciada pelo conhecimento do sistema e por características cognitivas; e a III define corretamente a comunicação do risco como troca interativa de informações. Em análise de riscos, esses três elementos se complementam e compõem a lógica da gestão do risco.
Gabarito: E
No processo de análise de riscos, você costuma ver três etapas que caminham juntas: avaliar o risco, entender como as falhas podem aparecer e comunicar o que foi encontrado. A avaliação de risco não é chute nem adivinhação: ela usa métodos técnicos e científicos para estimar a chance e a gravidade de um evento indesejado dentro de um sistema. Por isso, a assertiva I está correta ao tratar a avaliação como um processo científico de previsão do risco. Já a percepção de falha no sistema não nasce do nada. Ela depende do quanto você conhece o sistema, da sua experiência e também das suas características cognitivas, como atenção, memória e capacidade de interpretar sinais. Em outras palavras, duas pessoas podem olhar para a mesma situação e enxergar riscos diferentes. Então a assertiva II também está correta. A comunicação do risco fecha o ciclo: não basta identificar e avaliar o perigo, é preciso trocar informações de forma clara entre os envolvidos. Essa comunicação é interativa, ou seja, envolve diálogo, entendimento e retorno, para que a mensagem sobre o risco realmente chegue e seja compreendida. Assim, a assertiva III igualmente está correta. Por isso, o gabarito é a letra E. Em termos doutrinários, isso bate com a lógica clássica da gestão de riscos em segurança do trabalho: identificar, avaliar, comunicar e controlar. A norma e a literatura da área tratam o risco como algo que precisa ser analisado tecnicamente e comunicado de modo efetivo, não apenas observado de forma informal.