Um Engenheiro de Segurança do Trabalho foi convidado a avaliar as condições de trabalho em um laboratório de análises clínicas. Ao medir o índice de temperatura efetiva ambiente e a umidade relativa do ar obteve 27°C e 60%, respectivamente. Tomando por base esses valores e com o intuito de garantir o conforto dos trabalhadores, o engenheiro sugeriu
- A)diminuir a temperatura para a faixa de 16°C a 19°C e manter a umidade relativa acima de 60%.
Errada, porque a faixa de 16°C a 19°C é fria demais para o padrão de conforto térmico cobrado pela NR-17.
- B)diminuir a temperatura para a faixa de 20°C a 23°C e manter a umidade relativa acima de 40%.
Certa, pois corresponde ao intervalo de conforto térmico do laboratório com temperatura entre 20°C e 23°C e umidade relativa acima de 40%.
- C)diminuir a temperatura para a faixa de 24°C a 26°C e manter a umidade relativa abaixo de 60%.
Errada, porque a temperatura sugerida fica acima da faixa de conforto e a umidade abaixo de 60% não é o parâmetro normativo cobrado para esse caso.
- D)manter a temperatura na faixa de 27°C a 29°C e garantir a umidade relativa abaixo de 60%.
Errada, porque manter 27°C a 29°C é temperatura alta demais para conforto e a umidade apenas abaixo de 60% não resolve o problema.
- E)manter a temperatura na faixa de 27°C a 29°C e garantir a umidade relativa acima de 60%.
Errada, porque a umidade acima de 60% não é o critério exigido e a temperatura proposta permanece fora da faixa de conforto.
Gabarito: B
A lógica aqui vem da NR-17, que cuida de ergonomia e conforto térmico no ambiente de trabalho. Quando o assunto é conforto, não basta olhar só a temperatura: a umidade relativa do ar também entra no jogo, porque ar muito seco ou muito úmido altera a sensação térmica e pode incomodar bastante. Em provas, a banca costuma cobrar esses intervalos como se fossem uma receita: temperatura em certa faixa e umidade acima de um limite mínimo. No caso de laboratórios de análises clínicas, a referência de conforto apontada pela norma é temperatura efetiva entre 20°C e 23°C, com umidade relativa do ar acima de 40%. Ou seja, o ambiente de 27°C e 60% de umidade não está na faixa ideal de conforto térmico indicada pela NR-17. O engenheiro, então, acertou ao sugerir reduzir a temperatura para a faixa adequada, mantendo a umidade em patamar confortável. Por isso o gabarito é a letra B. A ideia não é levar o local para um frio exagerado, nem deixar o ar abafado. É encontrar o meio-termo ergonômico que reduz desconforto, fadiga e perda de eficiência ao longo da jornada. Resumo de prova: em laboratórios, lembre da faixa de 20°C a 23°C e umidade acima de 40%. Se a questão falar em conforto ambiental, a banca geralmente quer esse par clássico da NR-17.