Após a ocorrência de um evento potencialmente capaz de provocar um acidente, mas que não se configurou, deve-se ter como ação
- A)registrar o evento.
Errada, porque apenas registrar o evento é insuficiente diante de um quase-acidente; é preciso investigar suas causas e corrigir as falhas.
- B)reciclar o trabalhador envolvido.
Errada, porque reciclagem isolada do trabalhador não resolve necessariamente o problema, já que a origem pode estar no processo, no ambiente ou na organização do trabalho.
- C)chamar a atenção dos trabalhadores para o evento.
Errada, porque chamar a atenção dos trabalhadores pode até ter efeito educativo, mas não substitui a investigação técnica do evento.
- D)verificar se existe o registro de um evento semelhante.
Errada, porque verificar se houve evento semelhante pode ajudar na análise, mas isso é só uma etapa acessória e não a ação principal esperada.
- E)investigar o evento como se tivesse ocorrido o acidente.
Certa, porque um evento com potencial de acidente deve ser investigado como acidente para identificar causas e prevenir a repetição.
Gabarito: E
Quando ocorre um evento que quase virou acidente, a ideia correta não é tratar como algo banal do tipo "ainda bem que passou". Em Segurança do Trabalho, esse tipo de ocorrência deve ser analisado com seriedade, porque ele mostra falhas no processo, no comportamento ou nas barreiras de prevenção. Em muitos materiais, isso aparece como incidente ou quase-acidente. A lógica é simples: se o evento teve potencial de causar dano, ele já entregou uma informação valiosa para a prevenção. Por isso, a conduta adequada é investigar o fato como se o acidente tivesse ocorrido. Assim você identifica causas imediatas e causas básicas, corrige o sistema e evita que o próximo "quase" vire um acidente de verdade. É por isso que o gabarito é a letra E. A investigação precisa buscar o que falhou, o que faltou e qual barreira de segurança não funcionou. Esse é o espírito da prevenção em SST e está alinhado à lógica das NRs e da gestão de riscos: aprender com desvios, incidentes e quase-acidentes para evitar a repetição. As outras opções ficam curtas demais para um evento que já foi um alerta. Registrar ajuda, claro, mas só registrar não resolve. O foco correto é apurar causas e agir antes que o problema ganhe uma versão mais cara e mais dolorosa.