O ruído pode ter ação sobre o sistema nervoso, induzindo, por exemplo, fadiga, irritabilidade, alterações de memória dentre outros efeitos. Assim, para evitá-los, um trabalhador, com jornada de 8 horas, tem como limite de tolerância, para ruído contínuo ou intermitente,
- A)70 dB
Errada, porque 70 dB está bem abaixo do limite de tolerância previsto na NR-15 para uma jornada de 8 horas.
- B)75 dB
Errada, porque 75 dB também não corresponde ao limite normativo para ruído contínuo ou intermitente por 8 horas.
- C)80 dB
Errada, porque 80 dB ainda é inferior ao valor fixado no Anexo 1 da NR-15 para esse tempo de exposição.
- D)85 dB
Certa, porque a NR-15, Anexo 1, fixa 85 dB(A) como limite de tolerância para ruído contínuo ou intermitente em jornada de 8 horas.
- E)90 dB
Errada, porque 90 dB ultrapassa o limite permitido para 8 horas de exposição e já exigiria redução do tempo de permanência.
Gabarito: D
Quando a questão fala em ruído contínuo ou intermitente, ela está cobrando o Anexo 1 da NR-15, que trata dos limites de tolerância para exposição ao ruído. A lógica é simples: quanto maior o tempo de exposição, menor deve ser o nível de som permitido. Por isso, para uma jornada de 8 horas, o limite de tolerância é de 85 dB(A). Esse é o valor clássico cobrado em prova e aparece como referência direta na tabela da norma. A ideia por trás da regra é proteger o trabalhador dos efeitos cumulativos do ruído, que não afetam só a audição. Ele pode provocar fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração e alterações de memória, como o enunciado lembrou. Então, a norma não olha apenas para o barulho em si, mas para o tempo de exposição e para o risco à saúde. O ponto de memorização aqui é: 8 horas = 85 dB(A). Se o nível de ruído sobe, o tempo máximo permitido cai. É aquele tipo de relação que a banca adora transformar em pegadinha, trocando 85 por 80 ou 90 para ver se você está decorando de forma confusa. Aqui, o gabarito D está correto porque reproduz exatamente a tabela do Anexo 1 da NR-15.