Uma indústria farmacêutica vinculada ao Ministério da Saúde, que manipula líquidos inflamáveis e utiliza equipamentos energizados, realiza uma auditoria para verificar a conformidade de seus sistemas de proteção contra incêndio. Durante a inspeção, o técnico em segurança do trabalho identificou os seguintes problemas: 1.Os extintores estavam instalados a uma altura de 2,0 m do piso; 2. A distância máxima de deslocamento entre os extintores era de 25 m; 3. A sinalização das rotas de fuga e dos extintores estava parcialmente obstruída por equipamentos e mobiliário. Com base na ABNT NBR 12693:2021 e nos princípios de higiene ocupacional, qual a melhor prática para corrigir as não conformidades e garantir a segurança da área?
- A)Reduzir a altura dos extintores para, no máximo, 1,50 m do piso e reposicioná-los de modo que a distância máxima de deslocamento entre eles não ultrapasse 30 m.
Errada, porque a altura de 1,50 m não resolve a exigência da norma e a distância de 30 m é incompatível com o risco informado.
- B)Priorizar a instalação de extintores em áreas externas às rotas de fuga, eliminando a necessidade de sinalização interna e reduzindo a altura dos equipamentos para 0,50 m do piso.
Errada, pois extintores não devem ser concentrados fora das rotas de fuga e a sinalização interna não pode ser dispensada nem os equipamentos instalados a 0,50 m como regra geral.
- C)Manter os extintores instalados a uma altura máxima de 2,0 m do piso, pois essa medida é aceitável em áreas industriais, e reposicioná-los de forma que fiquem acessíveis em um raio de 25 m.
Errada, porque 2,0 m excede a altura admitida e a ideia de raio de 25 m não atende ao parâmetro normativo aplicável ao caso.
- D)Garantir que os extintores estejam instalados a uma altura mínima de 0,10 m e máxima de 1,60 m do piso, respeitando a distância máxima de deslocamento de 20 m para a classe B, e assegurar que a sinalização esteja visível e desobstruída.
Certa, pois atende à faixa de instalação em altura, ao limite de deslocamento para a classe B e à necessidade de sinalização visível e desobstruída.
Gabarito: D
Quando a empresa tem líquido inflamável e equipamento energizado, o jogo de segurança não pode ser no improviso: a proteção contra incêndio precisa obedecer à NBR 12693 e às regras de sinalização e acesso dos equipamentos. Extintor não é enfeite de parede: ele tem de ficar visível, desobstruído e em altura que permita retirada rápida, sem esforço excessivo e sem virar obstáculo para a fuga. No caso, havia três problemas: altura inadequada, distância de deslocamento fora do padrão para o risco presente e sinalização encoberta. A correção correta exige ajustar a instalação dos extintores para a faixa de altura prevista na norma, garantir o espaçamento adequado entre eles conforme a classe de risco e deixar rotas de fuga e sinalização totalmente livres. Em higiene ocupacional, isso conversa diretamente com prevenção, acessibilidade e controle do risco na fonte. O gabarito D é o melhor porque reúne exatamente esses três pontos: altura entre 0,10 m e 1,60 m do piso, distância máxima de deslocamento de 20 m para a classe B e sinalização visível e desobstruída. Ou seja, ele não trata só de “ter extintor”, mas de ter extintor funcional, encontrável e alcançável no momento crítico. Em prova de concurso, a banca costuma cobrar o detalhe numérico da norma e a lógica de segurança ao mesmo tempo. Aqui, o segredo é lembrar: extintor mal posicionado ou escondido vale quase como extintor ausente quando o incêndio começa.