Em uma unidade de produção da Hemobrás, foi identificado um risco de contaminação por agentes biológicos durante o processo de manipulação de sangue e derivados. A equipe de segurança do trabalho foi designada para dimensionar a área de ventilação necessária para garantir a segurança do ambiente de trabalho, de acordo com a NR-32 e normas internacionais. Sabe-se que o ambiente possui um volume total de 500 m³ e a taxa de renovação do ar exigida para ambientes de risco biológico é de 12 trocas de ar por hora, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde. Considerando o volume do ambiente e a taxa de renovação, assinale o valor da vazão mínima de ventilação necessária em metros cúbicos por hora (m³/h) para garantir a segurança no laboratório e, ainda, a potência mínima requerida de um ventilador que deve ser utilizado para esse processo, considerando uma eficiência de 70% e uma pressão de operação do sistema de ventilação de 150 Pa, respectivamente.
- A)1,667 m³/s e 0,3571 kW.
Correta, porque 500 x 12 = 6.000 m³/h, que equivale a 1,667 m³/s, e a potência resulta em 0,3571 kW.
- B)6.000 m³/h e 1,286 kW.
Errada, porque 6.000 m³/h até corresponde à vazão, mas a potência indicada não bate com a fórmula dada no enunciado.
- C)7.200 m³/h e 1.543 W.
Errada, porque a vazão não é 7.200 m³/h e o valor da potência também não confere com os dados informados.
- D)8.571 m³/h e 1.837 W.
Errada, porque a vazão foi superestimada e, por isso, a potência também ficou incompatível com o cálculo correto.
Gabarito: A
Em ventilação de ambientes com risco biológico, a lógica é simples: você quer renovar o ar rapidamente para reduzir a concentração de agentes contaminantes. A conta básica da vazão é o volume do ambiente multiplicado pela taxa de renovação por hora. Aqui, isso dá 500 m³ x 12 trocas/h = 6.000 m³/h, que também pode ser escrito como 1,667 m³/s após converter de hora para segundo. Depois vem a potência do ventilador, que pode ser estimada pela fórmula P = Q x ΔP / η, em que Q é a vazão, ΔP é a pressão de operação e η é a eficiência. Usando Q = 1,667 m³/s, ΔP = 150 Pa e eficiência de 70% (0,7), temos P = 1,667 x 150 / 0,7 = 357,1 W, isto é, 0,3571 kW. Então o gabarito A está correto porque apresenta exatamente a vazão em m³/s e a potência em kW obtidas pelos dados do enunciado. A NR-32 exige atenção reforçada com ambientes de risco biológico, e esse tipo de dimensionamento entra justamente na lógica de controle de exposição por ventilação adequada. O detalhe clássico aqui é o da unidade: muita gente calcula a vazão certo, mas se perde entre m³/h e m³/s ou esquece de converter a potência de watts para quilowatts. A banca adora esse pequeno tropeço matemático vestido de EPI técnico.