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Segurança do Trabalho · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Segurança do Trabalho

Determinada operadora de caixa, 29 anos, trabalha em um supermercado há cinco anos, procurou o médico do trabalho relatando dor persistente nos punhos e sensação de formigamento nas mãos. A dor piora durante o turno e melhora parcialmente após repouso. Ela menciona que realiza movimentos repetitivos e, frequentemente, tem que elevar o pulso acima do nível do cotovelo para passar produtos no scanner. Durante a avaliação, foi identificado que outros colaboradores do mesmo setor relataram sintomas semelhantes. A empresa solicita um plano de intervenção para evitar o agravamento dos quadros existentes e prevenir novos casos entre os trabalhadores. Considerando o caso hipotético, assinale, a seguir, a melhor estratégia de prevenção de distúrbios relacionados ao trabalho nesse cenário.

Gabarito: D

O caso descreve um quadro típico de distúrbio musculoesquelético relacionado ao trabalho, muito associado a esforço repetitivo, postura inadequada e ausência de ajustes no posto. Em segurança e medicina do trabalho, a prevenção mais efetiva começa na fonte do problema: adaptar o trabalho ao trabalhador, e não o contrário. Isso vale ainda mais quando vários colegas do mesmo setor já apresentam sintomas parecidos, indicando que a causa está no processo e no ambiente, não só em uma pessoa isolada. Por isso, a melhor resposta é a que traz medidas ergonômicas concretas. Ajustar mesas e scanners de altura, reduzir a necessidade de elevar o punho e permitir postura mais neutra diminui sobrecarga em punhos, mãos e membros superiores. Somar pausas regulares e exercícios de alongamento e relaxamento ajuda a reduzir a fadiga muscular e interrompe a repetição contínua dos movimentos. Essa lógica conversa diretamente com a NR-17, que trata de ergonomia e exige adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. Em outras palavras: se o caixa está sofrendo porque o posto força repetição e postura ruim, não adianta apenas orientar o trabalhador a aguentar firme. O certo é corrigir o posto, organizar pausas e melhorar a execução da tarefa. As demais alternativas até parecem “bonitas no papel”, mas ficam curativas, genéricas ou tarde demais. Prevenção de verdade, nesse tema, é ergonomia prática: mexer no equipamento, no ritmo e na organização do trabalho para evitar adoecimento e não só remediar depois.

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