As ações de prevenção e controle de doenças e acidentes relativos à saúde e segurança do trabalhador incluem
- A)reforçar a importância dos EPIs, ainda que improvisados.
Errada: EPI improvisado não atende ao dever de fornecimento adequado e eficaz de proteção, porque a prevenção exige equipamento correto, certificado e compatível com o risco.
- B)evitar a divulgação dos incidentes em qualquer lugar, com exceção dos treinamentos internos.
Errada: incidentes devem ser registrados, analisados e comunicados conforme a política de SST; esconder informação atrapalha a prevenção e a correção das causas.
- C)promover o engajamento da alta direção nas referidas ações.
Certa: o engajamento da alta direção é parte central das ações de prevenção e controle, pois garante prioridade, recursos e cobrança para a gestão de riscos.
- D)investigar acidentes, incidentes e suas causas e encontrar os responsáveis pelos acidentes para evitar a recorrência.
Errada: investigar acidentes e incidentes é correto, mas o foco é identificar causas e prevenir recorrência, não caçar culpados.
- E)desligar os empregados acometidos de doenças do trabalho para prevenir as doenças ocupacionais.
Errada: afastar ou desligar o empregado doente não é medida de prevenção; a resposta adequada é controle do risco, reabilitação e proteção da saúde do trabalhador.
Gabarito: C
Em saúde e segurança do trabalho, prevenção não é tarefa só do SESMT ou do RH. Para funcionar de verdade, o sistema precisa de liderança, participação e rotina de melhoria contínua. Em outras palavras: se a alta direção trata o tema como prioridade, a política de SST deixa de ser um papel bonito na parede e vira prática no chão de fábrica, no escritório e no canteiro. A questão mira exatamente isso. Entre as ações de prevenção e controle de doenças e acidentes, está promover o engajamento da alta direção. Isso combina com a lógica da gestão de riscos da NR-1, que exige comprometimento da organização com a prevenção, identificação de perigos, avaliação de riscos e adoção de medidas de controle. Sem apoio da chefia máxima, as medidas costumam virar recomendação sem orçamento, sem cobrança e sem efeito. Além disso, a doutrina de SST e sistemas de gestão, como a lógica da melhoria contínua, reforçam que acidente não se resolve só depois que acontece. Prevenir envolve decisão gerencial, cultura organizacional e responsabilidade da liderança. É por isso que a banca gosta de cobrar o papel da alta direção: prevenção séria depende de comando, não de improviso.