O lixo produzido nos ambientes de saúde apresenta riscos ao ambiente, podendo impactar o solo e a água quando não descartados corretamente. Resíduos de serviços de saúde, as agulhas e o conjunto seringa/agulhas utilizados na aplicação de vacinas, quando não desconectados, devem atender às regras de manejo dos
- A)materiais radioativos.
Errada, porque materiais radioativos são aqueles contaminados com radionuclídeos, o que não é o caso de agulhas e seringas de vacinação.
- B)resíduos químicos.
Errada, pois resíduos químicos envolvem substâncias como medicamentos, saneantes e reagentes, não instrumentos perfurantes usados na aplicação.
- C)resíduos perigosos.
Errada, porque 'resíduos perigosos' é uma noção ampla, mas a questão pede a classificação específica do material, que é mais precisa.
- D)resíduos perfurocortantes.
Certa, porque agulhas e o conjunto seringa-agulha não desconectados são resíduos perfurocortantes e seguem manejo próprio.
- E)resíduos infectantes.
Errada, já que resíduos infectantes são os contaminados com agentes biológicos, mas a característica central do item descrito é o risco de perfuração.
Gabarito: D
Quando a questão fala de lixo em ambiente de saúde, o primeiro passo é lembrar que nem todo resíduo é tratado do mesmo jeito. A classificação dos resíduos de serviços de saúde separa o que é infectante, químico, radioativo e perfurocortante, justamente porque o risco muda conforme o material. Uma agulha usada, ou o conjunto seringa-agulha quando não foi desconectado, tem risco de causar perfuração e também de veicular contaminação, então entra no grupo dos perfurocortantes. Por isso, o manejo desses itens segue regras próprias, com descarte em recipiente rígido, resistente à perfuração, identificado e próximo ao local de geração. A lógica é bem prática: não adianta querer “dar um jeitinho” depois, porque o perigo começa no momento da aplicação e continua até a destinação final. O gabarito é a letra D porque agulhas e conjuntos seringa-agulha, quando não desconectados, são classificados como resíduos perfurocortantes. Esse enquadramento aparece nas regras de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, especialmente na RDC da ANVISA sobre o tema, que trata esses materiais como perfurocortantes pela combinação de risco físico e biológico. Em prova, vale gravar assim: se o objeto corta, fura ou pode ferir durante o descarte, a banca quer a classificação de perfurocortante. As demais categorias podem até existir no serviço de saúde, mas aqui o destaque é o risco de perfuração, que é o detalhe que derruba muita gente.