No ambiente de trabalho, podem ocorrer situações de perigo ou de risco. Existem muitas definições para explicar uma ou outra palavra. Em relação aos conceitos de segurança e saúde ocupacional estabelecidos, pode-se matematicamente caracterizar RISCO através da seguinte expressão:
- A)frequência x severidade
Correta, porque risco é usualmente representado pela combinação entre a frequência de ocorrência e a severidade do dano.
- B)perigo x frequência
Errada, porque perigo não se multiplica por frequência para definir risco; perigo é a fonte potencial de dano.
- C)salvaguardas / perigo
Errada, porque salvaguardas reduzem o risco, mas não o definem matematicamente por essa divisão.
- D)severidade / perigo
Errada, porque severidade dividida por perigo não é a relação usada em segurança do trabalho para caracterizar risco.
- E)frequência x salvaguardas
Errada, porque salvaguardas não entram como fator multiplicador do risco nessa formulação clássica.
Gabarito: A
Em Segurança do Trabalho, é importante separar bem os conceitos: perigo é a fonte com potencial de causar dano, enquanto risco é a chance de esse dano acontecer e o quanto ele pode ser grave. Em linguagem de prova, risco não é só "ter algo perigoso ali", mas sim combinar a probabilidade de ocorrência com a severidade do resultado. Por isso, a ideia matemática mais usada é a de risco como produto entre frequência e severidade. Pense assim: se um ambiente tem um perigo, mas ele quase nunca se manifesta, o risco tende a ser menor. Agora, se o mesmo perigo aparece o tempo todo, o risco sobe bastante, principalmente se o dano possível for grave. É a lógica clássica da prevenção: não basta olhar para o agente perigoso, você precisa olhar para a chance de exposição e para o tamanho do estrago. A doutrina de segurança ocupacional costuma trabalhar exatamente com essa relação entre frequência/probabilidade e severidade/consequência. Em provas, a banca adora transformar isso em fórmula simples para testar se você entendeu a diferença entre perigo e risco. Então, memorize: perigo é o potencial; risco é a combinação entre a chance de acontecer e a gravidade do efeito. Assim, o gabarito A está correto porque expressa a forma matemática tradicional do risco: frequência x severidade. As outras alternativas misturam conceitos que não definem risco diretamente ou invertem a lógica da análise de acidentes.