O grupo de supervisores de uma diretoria de ensino do interior paulista, preparando-se para organizar atividade de reflexão e debate com os diretores e vice-diretores das escolas, pesquisou em Libâneo (2018) indicações para conseguir inserir as famílias e as comunidades no desenvolvimento do trabalho educativo das escolas. Sobre essa questão, a contribuição do autor é “que o envolvimento dos pais é não só legítimo como necessário”. Entretanto, “para ajudar a esclarecer os problemas referentes à relação entre pais e professores, de modo a encontrar formas de acordo mútuo e de ajuda recíproca, melhorando a organização do trabalho escolar e o trabalho dos professores”, segundo Libâneo, será preciso
- A)prática.
Errada, porque prática isoladamente não resolve os conflitos da relação escola-família nem atende ao pedido de análise criteriosa do problema.
- B)sensibilidade.
Errada, porque sensibilidade ajuda no trato humano, mas não substitui a necessidade de uma postura mais racional e concreta para organizar acordos.
- C)idealização.
Errada, porque idealização tende a romantizar a parceria com as famílias, quando o texto pede justamente enfrentar problemas reais com clareza.
- D)objetividade.
Certa, porque a solução para melhorar a relação entre pais e professores exige objetividade, isto é, olhar os fatos e buscar acordos concretos.
- E)criatividade.
Errada, porque criatividade pode ajudar em estratégias de comunicação, mas não é o termo central para esclarecer conflitos e organizar o trabalho escolar.
Gabarito: D
A relação entre escola, família e comunidade é um tema muito presente em Libâneo, porque a escola não trabalha sozinha: ela precisa do apoio e da participação dos pais para fortalecer o processo educativo. Isso não significa fazer tudo de forma improvisada ou no impulso, e sim organizar o diálogo de modo sério e produtivo. Quando o autor diz que o envolvimento dos pais é legítimo e necessário, ele está defendendo uma parceria real, mas essa parceria só funciona bem quando há clareza de objetivos, escuta e análise cuidadosa dos problemas. Em outras palavras, não basta boa vontade: é preciso olhar para a situação com critério, sem romantizar a relação entre pais e professores. Por isso, o gabarito é a letra D, porque o texto aponta a necessidade de agir com objetividade. Ou seja, a escola deve buscar formas de acordo mútuo e ajuda recíproca com base em fatos, necessidades concretas e organização do trabalho escolar, evitando julgamentos apressados ou soluções genéricas. Em termos doutrinários, isso combina com a ideia de gestão democrática e de participação da comunidade escolar, prevista na LDB (Lei 9.394/1996, art. 14), que valoriza a construção coletiva do trabalho pedagógico. A participação da família é importante, mas precisa ser mediada com foco, método e realidade.