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Pedagogia · VUNESP · 2025

Questão comentada de Pedagogia

Nesses “novos tempos”, “esse momento da história” que “tem recebido várias denominações: sociedade pós-moderna, sociedade do conhecimento, sociedade da informação, sociedade pós-industrial, sociedade tecnológica”, Libâneo (2018) considera que se reforça a função específica da educação e das escolas de “prover as condições intelectuais de avaliação crítica das condições de produção e de difusão do saber científico e da informação”. Em relação a esse contexto mundial, também Célia F. Linhares, in Silva Júnior (2004), posiciona-se e, depois de lembrar os conflitos armados do século XX e situações de desigualdade social, afirma que precisamos de “um processo de escolarização vivo e duradouro”, pois, sem isso, “qualquer processo de democracia e desenvolvimento sofrerá de artificialidades intransponíveis”; e adverte: “se o momento é de crise da própria civilização, dela só sairemos com uma escola que

Gabarito: E

A questão gira em torno da ideia de escola como espaço de formação crítica, e não apenas de transmissão de conteúdos ou adaptação mecânica ao mundo tecnológico. Em Libâneo, a escola continua essencial justamente porque deve ajudar o aluno a ler criticamente a realidade, a informação e o conhecimento que circulam na sociedade contemporânea. Em outras palavras: não basta “saber usar” o mundo novo, é preciso entender como ele funciona e o que ele produz. Célia F. Linhares segue a mesma linha ao afirmar que, diante de crises sociais e civilizatórias, não se sai delas com qualquer escola, mas com uma escola que continue sua missão histórica sem virar cópia do modismo do momento. Ela defende uma instituição que se renove, sim, mas sem romper com sua trajetória formativa. A palavra-chave aqui é equilíbrio: mudar sem apagar o que a escola construiu ao longo do tempo. Por isso, o gabarito é a alternativa E. A expressão “se refaça, escapando da reprodução do já feito, mas sem abandonar a longa estrada percorrida” traduz exatamente essa postura: uma escola capaz de se reinventar, mas sem perder sua identidade, sua memória pedagógica e seu papel social. Isso conversa com a função social da escola prevista na LDB (Lei 9.394/1996), que inclui formação plena, exercício da cidadania e preparo para o trabalho. A banca costuma cobrar esse tipo de leitura fina do texto: não quer uma escola apenas “tecnológica”, nem apenas “tolerante”, nem limitada a treinar usuários. Quer a ideia de escola crítica, histórica e transformadora, que acompanha o tempo sem virar refém dele.

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