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Pedagogia · VUNESP · 2025

Questão comentada de Pedagogia

Maria Teresa Mantoan (Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer?, 2015) apresenta a inclusão como uma mudança de paradigma. Nesse sentido, a autora recorda o papel da crise de paradigmas, que entende como

Gabarito: C

Maria Teresa Mantoan usa a ideia de inclusão escolar como mudança de paradigma para mostrar que não basta “dar um jeitinho” na escola tradicional: é preciso mudar a forma de pensar a diferença, o ensino e a participação de todos. Em vez de tratar o aluno com deficiência como exceção, a escola passa a se reorganizar para acolher a diversidade como regra da vida real. Isso é paradigma novo, não remendo em modelo velho. A expressão “crise de paradigmas” vem da ideia de que, quando um modo de entender o mundo já não explica bem os fatos, surge uma tensão entre o que existia e o que começa a nascer. Na ciência, isso se aproxima da noção de revolução científica de Thomas Kuhn: a crise é uma crise de concepção, de visão de mundo, e pode abrir caminho para mudanças mais radicais. É exatamente isso que a alternativa C descreve. Ela fala em crise de concepção ou de visão de mundo da qual emergem revoluções científicas quando as mudanças são mais radicais. Mantoan aplica essa lógica à educação inclusiva: não é ajuste superficial, é mudança de base. A escola deixa de funcionar como filtro e passa a funcionar como espaço de participação. Na prática, isso significa abandonar a lógica da homogeneização e aceitar que aprender não ocorre do mesmo jeito para todo mundo. A inclusão, nessa leitura, não é favor nem adaptação mínima: é reorganização do paradigma escolar. Por isso, o gabarito é C.

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