De acordo com Ubiratan D’Ambrosio (2019), a matemática se impôs com forte presença em todas as áreas de conhecimento e em todas as ações do mundo moderno. No entendimento do autor, a etnomatemática se enquadra numa concepção de educação
- A)acultural e dogmática.
Errada, porque a etnomatemática não é acultural nem dogmática, já que valoriza os contextos culturais e questiona a ideia de uma matemática única e fechada.
- B)psicomotora e científica.
Errada, porque psicomotora e científica não expressa a concepção educacional defendida por D’Ambrosio, que enfatiza cultura, contexto e integração dos saberes.
- C)global e civilizatória.
Errada, porque global e civilizatória é uma formulação genérica e não traduz com precisão a base multicultural e holística da etnomatemática.
- D)multicultural e holística.
Certa, porque a etnomatemática de D’Ambrosio parte da diversidade cultural e de uma visão integrada do conhecimento e da educação.
- E)positiva e processual.
Errada, porque positiva e processual não corresponde ao núcleo conceitual da etnomatemática, que é a relação entre matemática, cultura e contexto social.
Gabarito: D
Ubiratan D’Ambrosio é uma referência central quando o tema é etnomatemática, que olha para a matemática como uma produção humana ligada à cultura, ao contexto social e às formas de vida de cada grupo. Em vez de tratar a matemática como algo neutro, único e desligado da realidade, ele mostra que diferentes povos constroem saberes matemáticos próprios no cotidiano, no trabalho, na arte e nas relações sociais. Isso combina muito com a ideia de uma educação que reconhece diversidade e totalidade, e não apenas fórmulas soltas no quadro. Por isso, a etnomatemática se enquadra numa concepção de educação multicultural e holística. Multicultural porque valoriza diferentes culturas e modos de pensar; holística porque enxerga o aluno e o conhecimento de forma integrada, levando em conta dimensão social, cultural, histórica e cognitiva. Não é uma educação fechada, padronizada e descolada da vida real. O gabarito é a letra D porque essa expressão traduz exatamente a visão de D’Ambrosio: a matemática precisa ser compreendida no contexto cultural em que surge e é usada, e a escola deve reconhecer essa pluralidade. Em concursos, quando aparecer etnomatemática, pense logo em diversidade cultural, práticas sociais e visão ampla do processo educativo. Em resumo: para D’Ambrosio, matemática não é só conta e algoritmo, é também cultura em ação. E quando a banca fala em etnomatemática, ela quer essa leitura mais humana, contextualizada e integrada do conhecimento.